Postado dia 18/02/12 por AlexHidanBR |

Megaman X5 foi lançado para PlayStation e PC bem no começo do milênio. A produtora de games Capcom já estava no limite pois na época já havia terminado com o desenvolvimento de vários outros jogos de outras séries como Resident Evil e Street Fighter, além de ter lançado juntamente Megaman 8 e Megaman Legends no ano antecessor. Certamente a Capcom fez questão de Megaman X5 ser um jogo “memorável”, uma vez que esse jogo em especial possuí várias referências a outros jogos dentro da série X.

Após os acontecimentos em Megaman X4, o protagonista X se alia com o grupo de Maverick Hunters liderado por Signas, o comandante, juntamente de seus colegas: a mensageira  Alia, o engenheiro Douglas e o médico Lifesaver, sem esquecer do Zero, como sendo o Maverick Hunter de maior classe. 

Uma colônia espacial chamada Eurásia está contaminada com um vírus, e Sigma, recuperado de sua última batalha contra os maverick hunters, uniu o Maverick Virus com o Eurasia Virus, criando o Sigma Virus. Sua intenção é fazer com que Zero liberte sua “verdadeira face” (da época em que ele era Reploid), mas para isso Sigma precisaria fazer com que Eurasia colidisse com a Terra. Com isso, ele recebe a ajuda do mercenário Dynamo, o qual irá hackear o sistema de gravidade da Eurasia para que a mesma colide com a Terra, em menos de 16 horas.

Os Maverick Hunters precisam evitar que Eurasia colide com a Terra, e para isso, é necessário construir o Enigma, um canhão capaz de destruir Eurasia antes que ela colide com a Terra. X e Zero precisam coletar 4 peças para completar o Enigma, derrotando os reploids que foram infectados pelo Sigma vírus. A partir daqui, o enredo se divide em diversas partes, dependendo das ações do jogador, o Enigma poderá falhar em destruir Eurasia, Zero poderá se transformar em um Maverick (deixando-o indisponível como personagem jogável)  e é claro, tudo pode dar certo e você poderá prosseguir com o jogo normalmente.

Megaman X5 deixa disponível para o jogador utilizar tanto o X quanto o Zero, incluindo o X com ou sem alguma armadura. As cutscenes desse jogo não são animadas, mas simplesmente caixas de díalogo com ilustrações (sem dublagem). O jogo possuí um sistema de tempo, conforme foi explicado no enredo, você só possuí 16 horas antes da Eurasia colidir com a Terra para espalhar o vírus. Entrando ou completando uma fase, fará com que se passe 1 hora de jogo. Dynamo aparece após você derrotar 2 chefes, obrigando uma batalha contra ele e fazendo passar mais 1 hora de jogo no relógio.

O jogo possuí 8 chefes Mavericks, que por parte da Capcom americana, quis fazer homenagem ao aniversário da banda Guns n’ Roses, modificando os nomes japoneses originais com nomes dos integrantes da banda. Você não é obrigado a derrotar todos os 8 chefes Mavericks (apesar de ser bastante recomendável faze-lo) para terminar o jogo. Derrotando apenas 4 deles é o suficiente para coletar as 4 peças para o canhão Enigma, apenas o necessário para prosseguir em diante.

 Os chefes de Megaman X5, na ordem da esquerda pra direita: Grizzly Slash, Squid Adler, Izzy Glow, Duff McWhalen, The Skiver, Axle the Red, Dark Dizzy, Mattrex

Esse jogo é memorável por conter uma luta entre X e Zero, pela primeira vez na série toda, onde dois personagens principais lutam um contra o outro. O motivo da luta difere, dependendo do seu desempenho em jogo.

O gameplay é praticamente o mesmo utilizado em Megaman X4, apenas algumas diferenças como a capacidade de você se abaixar pressionando para baixo, (algo que não foi utilizado em nenhum jogo de Megaman até agora) e de segurar em postes. Você passa a resgatar outros reploids durante as fases, e como recompensa, você ganha uma vida (além de um agradecimento do reploid escrito “THANKS”), e caso esteja machucado, recupera um pouco da sua vida também. Quando você é infectado pelo Sigma Virus, que possuí a forma da cabeça de Sigma, sua vitalidade decresce de NORMAL para CAUTION (igual em Residen Evil) e de CAUTION para DANGER, e quanto mais decresce sua vitalidade, mais o virus vai absorver a sua quantidade de vida, diminuindo até chegar em zero e você morrer. Procure evita-los sempre.

A trilha sonora desse jogo é boa, não que seja algo de grande evolução dentro da série X, mas as músicas foram bem trabalhadas e encaixadas dentro do contexto de cada fase, com bastante rock e techno que é bem a cara da série mesmo. A trilha sonora também contém remixes de outros jogos da série.

   

Outro recurso novo em Megaman X5 é a capacidade de você equipar Parts. Esses Parts são itens coletados durante o completamento de uma fase para aprimorar o seu personagem. Seja ele aumentar a capacidade de vida/energia ou aumentar o dano que sua arma causa nos inimigos. O jogo possuí um tutor para te indicar o que você deve fazer durante as fases de forma mais dinâmica, esse papel é instruído a mensageira Alia. Você também pode usufruir do modo Tutorial localizado na tela título do jogo. Nele, você joga numa fase que parece que foi retirada de Megaman X4 lhe apresentando os novos recursos do X5 em relação ao X4, como a capacidade de se abaixar e afins.

O jogo em si é bem mais dinâmico que os Megaman X antecessores, e muitas referências são feitas, como aparições de chefes antigos (Shadow Devil) e memórias focalizadas durante a intro do jogo (a aparição de Vile). Antes você coletava as peças das armaduras com o X, agora Zero também pode  encontrar as cápsulas do Dr. Light, porém, você só armazena a parte da armadura. Para utilizar a armadura, você precisa encontrar todas as capsulas contendo as partes da armadura.

Megaman X5, juntamente com outros jogos da série X, foi relançado em 2007 em uma coletânea chamada “Megaman X Collection”, contendo exatamente o mesmo jogo, sem alterações.

Conclusão:

Não foram muitas inovações que foram investidas em Megaman X5 em relação aos jogos antecessores, mas uma coisa eu lhes digo: Megaman X5 possuí um enredo muito bom, e a quantidade de referências dos jogos antecessores é enorme, o que ajuda a história a fluir ainda mais dentro do contexto de Megaman X5. Esse jogo possuí partes a fora, podendo ter finais alternativos também, o que ajuda no fator Replay. O que chega a estragar um pouco é que depois de algumas jogatinas chega a ser um pouco entediante, porque algumas partes do jogo são repetitivas (e de certa forma, difícil para alguns jogadores veteranos) mas quem é fã da série, é uma excelente pedida!

Postado dia 16/02/12 por Master Gamer |

Megaman X2 (SNES)
Megaman X2 (SNES)
Megaman X2 (SNES)
Megaman X2 (SNES)
Megaman X2 (SNES)
Megaman X2 (SNES)
Megaman X2 (SNES)

Com o enorme sucesso do primeiro título da Saga futurista de Megaman, a Capcom logo decidiu fazer uma seqüência e embora Megaman X2 tenha ficado no meio de dois gigantes (respectivamente o título que introduziu X aos fans da série e o primeiro título onde Zero foi um personagem jogavel), ele não faz feio, mantendo o padrão de qualidade do game anterior e definindo novos padrões para a série.

Seis meses após o incidente do jogo anterior, X assume o comando dos Maverick Hunters e continua a luta contra a rebelião outrora liderada por Sigma. Após seguir um Maverick até uma fabrica de Reploids no estágio introdutório, X é encarregado de exterminar oito Líderes Maverick, como de costume, espalhados por um grande continente proximo ao Pólo Norte. Na ausência do seu antigo líder, a rebelião é controlada por três Mavericks poderosos que se autonomeiam os X-Hunters e estão de posse dos restos do Zero – com exceção do chip de controle, a “alma” do personagem, que se encontra nas mãos do Dr. Cain.

A jogabilidade não sofreu grandes alterações em relação ao game anterior. Como é tradição na franquia, após passar a fase inicial o jogador é levado a uma tela de seleção onde pode escolher entre oito chefes. Após derrotar dois deles, os X-Hunters começarão a surgir no mapa. Eles mudam aleatoriamente de estagio, ficando sempre escondidos em uma área secreta e não é necessário derrotá-los para terminar o jogo, embora ao fazê-lo os eventos finais mudem dramaticamente.

Novamente, X começa o game bem fraco e irá se fortalecendo a medida que o jogador coleta os diversos Power-ups escondidos pelas fases. A inclusão do dash como uma das habilidades padrões do personagem foi uma das mudanças chave que permaneceriam ao longo de toda a franquia, permitindo o jogador saltar com uma enorme variedade de angulos, algo útil não apenas para explorar áreas de difícil acesso no cenário, mas também para esquivar de projeteis e inimigos. Graças a essa adição a Capcom pôde elevar um pouco a dificuldade em relação ao título anterior, agradando aqueles que acharam X1 fácil em relação aos clássicos para NES.

Assim como no jogo anterior, cumprindo certas condições é possível adquirir uma habilidade cameo de Street Fighter, neste caso o ataque Flamming Shoryuken. Outras adições interessantes que se tornariam marcas na série são a motocicleta, que possui uma fase com um level design veloz dedicado a ela e a habilidade especial "Giga Crush" conseguida com o tronco da armadura, capaz de limpar a tela de quaisquer inimigos.

Na parte técnica, Megaman X2 não se distanciou muito do seu antecessor, mantendo um nível de qualidade semelhante tanto na sua trilha sonora quanto na parte gráfica, mesmo fazendo uso de um chip especial para renderizar vetores tridimensionais, o C4. Seu potencial só foi testado em três trechos do jogo, a introdução, um chefe intermediário e a batalha final.

Conclusão:

Megaman X2 mantém a qualidade do original, adicionando mais elementos para deixar a exploração das fases ainda mais rica, além de trazer um enredo levemente mais trabalhado. De forma geral a maior parte dos aprimoramentos foram bastante sutis, ainda sim, para muitos foi o suficiente para fazer dele um jogo mais desafiador e interessante que seu antecessor.

Postado dia 14/02/12 por Gabriel Ferreira |

Sega divulga primeiras imagens de Sonic 4 - Episódio 2
Sega divulga primeiras imagens de Sonic 4 - Episódio 2
Sega divulga primeiras imagens de Sonic 4 - Episódio 2
Sega divulga primeiras imagens de Sonic 4 - Episódio 2
Sega divulga primeiras imagens de Sonic 4 - Episódio 2
Sega divulga primeiras imagens de Sonic 4 - Episódio 2
Sega divulga primeiras imagens de Sonic 4 - Episódio 2
Sega divulga primeiras imagens de Sonic 4 - Episódio 2
Sega divulga primeiras imagens de Sonic 4 - Episódio 2
Sega divulga primeiras imagens de Sonic 4 - Episódio 2

A Sega divulgou novas imagens do aguardado game do ouriço, Sonic The Hedgehog 4 - episódio 2, nesta terça-feira em seu site oficial. O game reapresenta o parceiro de Sonic, Tails, e resgata a jogabilidade em dupla como vista em Knuckles Chaotix. Os produtores ainda prometem uma física aprimorada já que ela foi criticada por ser muito diferente da clássica e apresentar alguns bugs.

Apesar das críticas dos fãs, o primeiro jogo vendeu bem e teve uma boa aceitação da mídia que saudou a volta do heroí as suas origens.

Sonic 4 Episódio 2 ainda não possui uma data de lançamento e estará disponível para download na PSN, XBLIVE e Steam. Os Donos de Wii ficaram decepcionados já que o game não será lançado para a Wiiware.

Postado dia 08/02/12 por Gabriel Ferreira |

O ano era 1993. Megaman já era uma franquia mundialmente conhecida e a Capcom explorou ao máximo o sucesso da série original lançando até então seis jogos para o console de mesa da  Nintendo, o NES. Aos poucos a série evoluía, mas não tanto quanto os games. Outras franquias como Mario e Sonic estavam totalmente adaptadas a nova geração de videogames, enquanto que robozinho azul estava atrás. A gigante japonesa sabia que precisava revigorar a série.

Com um intenso trabalho de dois gênios da Capcom ( Keiji Inafune e Hayato Kaji) nascia a série Megaman X,  que não seria apenas uma evolução gráfica da franquia original. Os produtores sabiam que precisavam de alguns twists no gameplay e na história, mas que era preciso manter a essência do herói que todos amavam.  Por isso, os novos personagens possuíam uma personalidade muito mais densa do que a série original.  Além disso, a história era muito mais complexa. Por exemplo, o vilão do jogo, Sigma, na verdade era um Maverick Hunter, assim como Megaman. No entanto, ele contraiu um vírus que modificou a personalidade dele. Sigma então reuniu outros robôs que também foram contaminados pelo mesmo vírus e agora quer criar um mundo sem humanos.

Outra detalhe que chama atenção no primeiro jogo da franquia X é o Zero. A idéia original de Inafune era torná-lo personagem principal, mas a Capcom sentiu que os jogadores poderiam não gostar muito do Zero, visto que o design dele era muito diferente do Megaman clássico. Ainda assim, Zero foi colocado como um personagem de suporte e Inafune fez de tudo para mostrar que robô vermelho era muito mais legal que o azul.

Desde a primeira fase, o jogo faz questão de mostrar que Zero é muito mais poderoso que o Megaman X. Tudo que você quer é jogar com ele. Bem isso não acontece até Megaman X3. Mas como ninguém sabia disso na época, o jogador se contenta em se tornar mais poderoso. E aí está o grande segredo do sucesso da franquia X, os powerups. E não são poucos os upgrades ao longo do jogo. Heart tanks, Sub-tanks, armaduras, armas dos chefões e até  a possibilidade de fazer o Hadouken. Tudo isso foi colocado para recompensar o esforço do jogador e simbolizar o crescimento de X na história.

O gameplay  é muito semelhante ao clássico. Você pode pular, atirar e carregar o tiro. Dois novos elementos foram adicionados. O primeiro que o jogador vai notar é de escalar paredes. Isso torna o jogo muito mais explorável e como as fases estão repletas de powerups, o jogador vai querer olhar todo canto da fase. Além disso, o dash aumenta ainda mais a exploração já que ele pode ser usado com o pulo.

Uma prova que a franquia X é muito mais focada em exploração do que em ação é a transição de tela. Na franquia original, a fase era divida em diversos setores em que o jogador precisava mostrar habilidade com o controle. Esse elemento até continua no jogo, mas graças ao wall-climping e ao dash fica tudo mais fácil. Ao contrário do clássico em que o desafio era completar a fase, em Megaman X o desafio é encontrar os powerups.


O sucesso de Megaman X foi tão tanto que a série recebeu sete continuações, diversos spin-off e dois remakes. O primeiro foi lançado para PSP e foi chamado de Maverick Hunter X. O jogo é uma releitura do original porque  que modifica um pouco a história. Embora tenha recebido reviews positivos o jogo não vendeu muito e não chegou a ter sequências. Em 2011, a Capcom lançou um outro remake do game para plataformas IOS.

Essa versão foi execrada pelos fãs visto que modificava alguns elementos do gameplay, como a transição de tela. Os gráficos também foram criticados. No entanto o que prejudicou mesmo o jogo foram os controles em tela de toque. A jogabilidade intensa de Megaman X, não combina com um controle sensível ao toque.

Enfim, Megaman X foi perfeito para sua época e colocou franquia na era dos 16-bits da melhor forma possível. O nível de dedicação da equipe da Capcom foi incrível. O game não é frustrante em nenhum momento, possuí um sistema de password, o gameplay é sólido feito uma rocha e coletar os pedaços da armadura é demais.  Nota máxima merecida.

Postado dia 06/02/12 por Gabriel Ferreira |

Yeah. Estamos de volta for real this time. O grupo precisava de umas férias merecidas e elas finalmente acabaram. Agora, chega de moleza porque 2012 mal começou e já temos novidades malucas.

A Capcom revelou que Megaman irá ser um dos 50 lutadores de Street Fighters x Tekken. Até aí tudo bem, acontece que ela colocou o robozinho azul com a roupa do famoso Bad Boxart Megaman. Para aumentar o rage dos fãs, ela ainda o deixou gordo e sem futuro. Não que isso seja uma coisa ruim. Eu achei engraçado na época do Megaman Universe, mas os fãs estão com o orgulho ferido e uma piada nessa hora não cai bem.

Bem, a franquia está completando 25 anos e por isso vamos lembrar a todos como o herói deveria ser tratado. Vamos fazer um monte de Retro-reviews da nossa sub-série favorita,  Megaman X.
Fiquem ligados.

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