Postado dia 19/11/09 por Gabriel Ferreira |

Logo que iniciamos o jogo somos levados ao menu de opções do jogo, sem passar por qualquer tipo de apresentação do jogo. No menu principal temos as opções Arcade, Versus, Sobrevivência e Treino, além do menu opções e recordes.
No modo arcade, temos a jogabilidade clássica onde devemos desafiar 10 oponentes para nos tornar os campeões. O modo versos é o popular 2 jogadores, onde é possível enfrentar outro jogador humano, no modo sobrevivência enfrentamos sucessões interminaveis de inimigos, disputando quantas vezes invictas conseguimos ganhar e no modo treino podemos treinar os golpes e movimentos de cada personagem.

O jogo disponibiliza 10 jogadores para serem escolhidos e mais 15 jogadores "desbloqueaveis" conforme o jogo vai sendo finalizado diversas vezes.
A jogabilidade é um ponto forte do jogo, ela não apresenta nenhum problema sério de resposta aos comandos e apesar do direcional não-convencional que o Z-pad apresenta, os comandos e ações não ficam prejudicados por ele.
O modo principal, denominado de arcade, é simples e direto: escolha um personagem e com ele, enfrente até 10 oponentes em sua ascenção ao título de campeão. Infelizmente, é nesse modo que reside o principal defeito do jogo, a total ausencia de um sistema para contar a história de cada personagem. Em determindos momentos, sente-se falta até mesmo de um porpósito para desafiar os oponentes e derrotar o ultimo chefe, pois ao concluirmos o modo arcade não é mostrado nada além de uma mensagem dizendo: "Parabéns, você é o campeão"
O modo multiplayer (denominado Versus) é um fator que vai contribuir pra longividade do jogo, juntamente com o modo sobrevivência onde o recorde de vitórias é armazenado no console.

Quanto aos gráficos, eles são bons e apresentam personagens bem construídos e animados, sempre usando roupas coloridas e diferenciadas, contando inclusive com uma segunda opção de roupa que pode ser acessada através da seleção do personagem com o 'botão 3'. Mesmo possuindo gráficos satisfatórios, o jogo se apresentam de forma muito simples: Os cenários são apenas imagens estáticas, o chão é apenas uma textura e não existe nenhum esforço de ambientação para o jogo.
Quanto aos sons, as músicas são as mesmas clássicas das versões originais do jogo e contam com boa qualidade sonora, a narração é em inglês (apesar do texto em português) e infelizmente o jogo deixa desejar, pois não possui nenhum som ou fala dos personagens, aparentando uma certa monotonia ao combate.

O jogo roda em uma velocidade boa e estável, não sofrendo de lags ou slowdowns na taxa de quadros. Os sons também são executados sem deficiência e se revezam bastante, minimizando a carência de músicas.

Tekken 2 é o primeiro jogo de luta lançado para o Zeebo e, como tal, possui diversos detalhes a serem melhorados em uma possível continuação, porém, apesar de todos os defeitos o jogo é uma ótima opção para aqueles que gostam de jogos de luta e é uma das poucas opções multiplayer para o console Zeebo.
Tendo por base que é o 4° título da Namco para o Zeebo e o primeiro dela a ser bem cotado para o console, esperavamos um jogo melhor executado e sem os cortes sofridos na parte gráfica e sonora.

Apresentação: 5
Gráficos: 6,5
Som: 4
Jogabilidade: 8,5

NOTA FINAL: 6

Postado dia 17/11/09 por Gabriel Ferreira |

Assim que é iniciado, um menu bem desenhado aparece, neste menu é possível acessar o modo corrida (single player), mano-a-mano (multiplayer), opções gerais, recordes e os créditos de desenvolvimento. A apresentação e animação de transição entre os menus é bem produzida e confere uma boa impressão de dinamismo.
No modo corrida, o jogador pode escolher entre 4 personagens, que possuem as mesmas características e apenas se diferem na cor de seus veículos. Após a escolha do personagem somos levados ao menu de escolha da pista, sendo disponiveis as pistas: Camboriú (Fácil), Piracicaba (Médio) e São Roque de Minas (Difícil), sendo que, em cada uma das pistas o jogador pode competir contra 3 oponentes. O modo mano-a-mano permite que dois jogadores possam competir entre si em uma das 3 pistas disponiveis, porém, eles não competem contra oponentes controlados pelo CPU.

Os controles do jogo são bons e se mostram bastante eficazes para controlar os carros Baja. Através do Z-Pad podemos acelerar, usar o turbo, freiar e fazer derrapagens laterais (necessárias nas curvas mais fechadas). O jogo também possui suporte ao joystick Boomerang (controle sensível a movimento que utiliza a tecnologia de acelerômetro).
Embora possua poucas pistas, as mesmas apresentam diferentes desafios e exigem diferentes habilidades do jogador.
No quesito gameplay é que reside a maior crítica do jogo: ele é relativamente curto e não apresenta um modo carreira ou campeonato, tornando-o um pouco repetitivo após um tempo (esse inclusive, é a mesma crítica feita aos outros jogos da série extreme).

O Baja apresenta gráficos satisfatórios que se mostram bastante coloridos e animados, reforçando a ideia de esporte radical. Aliás, nesse quesito ele é muito competente e impressiona ao acrescentar uma boa sensação de velocidade, aliada a um estilo artístico muito belo que somado a excelente trilha sonora de Rock/Metal (com um toque de fusion) confere uma experiência de jogo incrível.

Na questão do desempenho, o jogo não apresenta nenhum tipo de Slowdown ou queda no Framerate, pelo menos nada que seja perceptível, mesmo na opção mano-a-mano ou com diversos oponentes e elementos na tela. O loading das pistas ficou um pouco elevado mas não chegando a prejudicar o jogo.

O jogo Baja é com certeza, um dos melhores já lançados para o Zeebo. Boa fluidez, jogabilidade e gráficos se somam pra compor um jogo dinamico e viciante que com certeza vai agradar os - já adquiridos - fãs da série extreme e até mesmo os mais céticos quanto a série poderão se impressionar com ele. O modo mano-a-mano e o menu de recordes são fortes atrativos para que ele seja jogado com frequência.

Uma curiosidade do jogo é que, na pista de Piracicaba, podemos ver diversos anúncios e outdoors do Zeebo e dos outros jogos da série Extreme (inclusive, um belo banner do - ainda não lançado - Zeebo Extreme Bóia-Cross).

Apresentação: 8,5
Gráficos: 9
Som: 9
Jogabilidade: 8,5

NOTA FINAL: 9

Postado dia 15/11/09 por Gabriel Ferreira |

Em um mundo onde jogos de ritmo como Guitar Hero e Dance Dance Revolution vêm ganhando espaço, é natural que venham surgindo diversos jogos de ritmo – jogos onde se devem fazer combinações de comandos ao ritmo de uma música de forma a simular algum instrumento musical ou dança ou algo da vida real. Alguns são simples variações dos jogos mais famosos – adicionando novos aspectos ou alterando um pouco a jogabilidade - e outros completamente inovadores e diferentes. É nesse segundo grupo que encaixa o ousado Osu! Tatakae! Ouendan, diretamente do Japão e disponível apenas lá.

É incrível como jogos de ritmo conseguem ser viciantes e cativantes para a maioria dos jogadores, sejam casuais ou hardcore. Primeiro porque exploram habilidade do jogador de se envolver no ritmo da música, que é algo que agrada a muitos – sendo que essa habilidade se desenvolve gradualmente. Segundo porque abre as portas para a divulgação de músicas desconhecidas e de boa qualidade.

Osu! Tatakae! Ouendan está dentro desses requisitos, no entanto de uma maneira nada convencional. Ouendan, do japonês, significa líder de torcida. São carinhas no Japão que realmente existem e animam jogadores de um time de um certo esporte para que ganhem a partida. Eis que algum funcionário da Inis, produtora do jogo, teve a idéia, que por sinal só os japoneses ousam ter, de ampliarem a função aos jovens Ouendans. Agora eles não apenas animam jogadores para que ganhem suas partidas, mas também animam pessoas comuns em situações complicadas do cotidiano como passar no vestibular, moldar miniaturas de barro, garantir um namorado, livrar-se de uma diarréia, salvar a cidade de um rato gigante e até mesmo salvar o mundo, tudo isso ao som de músicas populares no Japão! Nasce portanto Osu! Tatakae! Ouendan – que influenciaria a versão americana Elite Beat Agents, mais conhecida por aqui.

História

Não há muito o que comentar – até porque o jogo é todo em japonês e não há tradução, mas a história é basicamente de um grupo de líderes de torcida que resolve animar as pessoas em seus problemas pessoais. Cada problema possui uma música associada (que não precisa ter ligação direta com o tema do problema).

No entanto devo afirmar que história é algo importante aqui sim, até porque ela dá um gostinho a mais no jogo. Mesmo que não saibamos japonês, é possível deduzir algumas coisas e no fundo é tudo muito engraçado, dado o fator exótico das histórias.

Jogabilidade

O jogo só tem basicamente dois aspectos realmente importantes e estes são a jogabilidade e o som. Em se tratando da jogabilidade, este jogo se destaca nela. Há uso massivo da touchscreen, inclusive nem é possível utilizar os botões – é tudo na tela de toque do DS mesmo!

Para a seleção de músicas, há um mapa da cidade onde é possível escolher quem o jogador irá ajudar. Ao tocar em um personagem desesperado pedindo ajuda há uma prévia da música para que possa ser escolhida. A medida que elas vão sendo terminadas, surgem novos problemas e novas músicas para serem selecionadas.

A jogabilidade do ritmo é simples. Surge uma bola na tela em um determinado lugar e uma circunferência de mesmo raio que inicialmente é maior que a bola, só que vai diminuindo até cobrir a borda da bola. No momento em que isso acontece, basta apertar a bola com a stylus. Feito isso, o jogador acerta a nota e ganha uma pontuação que pode ser 50, 100 ou 300. Caso contrário, o jogador erra e não ganha a pontuação. Vão surgindo diversas bolas na tela e o objetivo é tocar nelas. Para facilitar, cada bola possui um número indicando a ordem em que devem ser tocadas. Algumas vezes, surge uma espécie de prolongamento em que há necessidade de manter a stylus na tela e deslizá-la conforme indicado na tela, e só soltar quando for indicado também – isso tudo no ritmo. Um último aspecto é uma roleta que eventualmente aparece – o objetivo é girar a roleta o mais rápido possível, o que pode garantir pontos extras. É basicamente isso que constrói o jogo.

O jogo é regido por uma barra de Ki (do japonês, espírito). Ela inicia cheia e está sempre diminuindo – a única forma de acrescentar Ki é acertando as notas ou girando a roleta. Caso a barra de Ki se esvazie, o jogador perde a música. Então, para ganhar, basta manter-se vivo! Ao final da música é dado um ranking conforme o desempenho na música.

Cada música é dividida em sub-seções. Normalmente são quatro e entre elas há uma pausa contendo animações dos personagens do problema associado à música. São descontraídos e servem para que haja uma avanço nas histórias e ao mesmo tempo descansar a mão do jogador! Se a barra de Ki ao final de uma sub-seção estiver acima da metade, o jogador ganha um O e o personagem se dá bem na animação, caso contrário ganha um X e o personagem falha miseravelmente. Note que para ganhar a música basta sobreviver, então é possível que se ganhe X em todas seções e mesmo assim ganhe a música!

Em aspectos gerais, a jogabilidade é simplesmente inovadora e é o ponto que faz com que esse jogo seja tão viciante. Não há nada parecido em outros jogos e foi uma boa sacada da Inis. Há uma boa resposta dos comandos, o jogo tem uma curva de aprendizado muito boa, já que possui os modos Easy, Normal, Hard e Extreme (em japonês devem significar outra coisa, mas é essa a idéia), sendo que apenas Easy e Normal estão liberados inicialmente, e é necessário terminá-los para liberar o Hard e o Extreme. Sem contar que as músicas iniciais são mais fáceis e as próximas são mais difíceis – o jogador vai aprendendo e, quando vê, já está muito bom!

Mas temos problemas. Algumas vezes, para começar uma música, há muita demora – como é o caso da última música. Ter de repetir várias vezes torna o jogo um pouco chato – mas esse é o único defeito visível.

Som

Outra parte importante aqui. O jogo possui músicas apenas em japonês. Embora, por aqui, a única música que as pessoas devam realmente conhecer é a Ready Steady Go, da banda L'Arc~En~Ciel, pelo fato de ser uma das aberturas do anime Fullmetal Alchemist, o resto é bastante desconhecido. Analisando esse fato como um ocidental, não é algo muito bom, pois espera-se que apareçam mais músicas que conhecemos; por outro lado, conhecemos mais bandas e músicas, então se alguém é fã de j-music, é um prato cheio, caso contrário... talvez não seja muito bom. De qualquer forma, as músicas japonesas criam um clima que combina com o tema de Ouendans, então está valendo!

Ainda que algumas músicas não sejam conhecidas, algumas bandas são – como por exemplo a Asian Kung-fu Generation, conhecida pela música Haruka Kanata de Naruto, mas que no jogo representa a música Loop & Loop; temos também a banda nobodyknows+, também de Naruto, conhecida pela música Hero's Come Back!!, representando música Kokoro Odoru no jogo e a banda The Yellow Monkey, conhecida pela música de Rurouni Kenshin chamada Tactics, mas que no jogo representa a música Tayou ga Moete iru. Seria mais interessante que essas músicas conhecidas dessas bandas fossem incluídas no jogo ao invés dessas músicas que não conhecemos.

Outro aspecto importante: não são as bandas que cuidam da performance das músicas – mas sim bandas covers, então dá pra notar uma diferença nas músicas com relação às originais.

Um professor de japonês que morou no Japão disse-me que conhecia quase todas as músicas do jogo – que eram músicas tradicionais e populares. Ainda assim, é algo interessante para nós, ocidentais.

Gráficos

Quem se importa com gráficos em um jogo de ritmo? Aqui tem até sua importância. Em toda música, há modelos 3D dos personagens de Ouendan dançando de acordo com os toques da música – é uma boa animação; e também temos as histórias no estilo mangá, mas coloridas, dos personagens com problemas e que estão sendo ajudados – que também são bons.

Conclusão

Osu! Tatakae! Ouendan é um jogo que irá agradar muito certamente. A jogabilidade inovadora, o clima japonês e as histórias que certamente renderão muitas risadas podem agradar o jogador, e deixá-lo viciado, querendo mais jogos – e aí entram as seqüências Elite Beat Agents e Moeru Nekketsu! Rythm Damashii! Osu! Tatakae! Ouendan 2. Recomendo a todos.

Postado dia 03/10/09 por Gabriel Ferreira |

Muramasa
Muramasa
Muramasa

Um jogo de ninja. Fazia muito tempo não aparecia um jogo desse calibre para o gênero, se você for levar em conta que ele possui à “clássica” jogabilidade 2D, só vai se lembrar do saudoso Shinobi do Mega-drive.

Muramasa talvez seja o jogo mais esperado desse ano, simplesmente pela sua ousadia gráfica. É impossível não ficar encantado com os detalhes dos cenários, nas animações dos personagens e como tudo isso se encaixa muito bem no cenário cultural do Japão. A ousadia dos produtores Vanillaware deve ser saudada, numa época que as empresas preferem moldar polígonos devido à facilidade dos softwares, a empresa japonesa preferiu recorrer ao lápis e papel para aumentar o detalhe de sua obra.

A jogabilidade de Muramasa também é empolgante, embora não passe de um simples “apertar botão sem parar”. O jogo consegue entreter na hora dos chefões e pela fluência rápida das ações, o que não permite que a jogabilidade na hora das lutas fique entedioso. No entanto, essa jogabilidade com a espada se limita aos combates. Fora dos combates, temos uma jogabilidade extremamente cansativa e que devido ao desenvolvimento da história, limita a andar de um lugar X à Y. Também é frustrante não poder usar novas habilidades para descobrir lugares secretos.

O desenvolvimento do jogo é bem simples, você completará uma “missão” e logo estará embarcando a outro lugar para poder liberar outra missão, esse ritmo frenético seria muito mais interesse se o jogo não utilizasse o sistema de HUB para navegar. Talvez o formato clássico de terminar fase e iniciar fase seguinte fosse à melhor opção do jogo, assim evitaria longas horas de deslocamento pelo mapa do jogo. Como eles decidiram usar esse sistema, poderiam, pelo menos, não restringir o jogo à apenas combates, side-quests seriam bem vindas.

Em Muramasa, você poderá jogar com dois personagens diferentes. Kitsune, um garoto ninja que perdeu a memória e Momohime, uma garota que foi possuída por um espírito de samurai. Obviamente, as histórias de ambos são diferentes e você notará que suas histórias se cruzarão em algum ponto do jogo. A jogabilidade tanto de Kitsune quanto de Momohime é exatamente a mesma.

Durante o jogo, você coletará novas espadas, essas espadas criadas pelo Muramasa, são essências para o desenvolvimento do seu personagem. Enquanto você evolui, poderá utilizar novas espadas e artes secretas que cada espada possui.

Embora muita gente diga que não deve se comprar um jogo pelos gráficos, Muramasa consegue quebrar esse paradoxo com artes espetaculares e com uma boa jogabilidade e música, definitivamente é um grande título para o WII.

Theme provided by Danang Probo Sayekti.