Postado dia 14/07/11 por Kyo |

Eu já joguei muitos jogos musicais, desde Dance Dance Revolution a Guitar Hero (com periféricos que possuo - tapete e guitarra) a jogos que não precisam de instrumento (Daigasso! Band Brothers, Elite Beat Agents, Beatmania GB) e em 2009, a Activision lança para todas as plataformas, o jogo Band Hero, que nada mais é do que um Guitar Hero casual, mais brando e com trilha menos rock. Dito isso, a Vicarious Visions (que produziu os dois Guitar Hero de DS - On Tour, On Tour: Decades e On Tour: Modern Hits,  jogos que deixando as dores de lado, são decentes) ficou encarregada de fazer a versão para o portátil da Nintendo... Veremos se ela se saiu bem.

 
O jogo é um Guitar Hero (praticamente), monte sua banda criando seu personagem e colocando outros personagens já existentes nela, já famosos da franquia. Depois disso, saia tocando em locais diferentes e... Só. Não há um progresso, músicas a serem desbloqueadas. Sim, já estou malhando o jogo antes de falar da jogabilidade, o que significa que isso não vai terminar bem. Vamos ao próximo parágrafo.

Antes de mais nada, se você quer ter a experiência completa, não jogue num DSi. Como a capa diz, o jogo é "DS Lite Exclusive", e explicarei o motivo. O jogo vem num bundle, com o jogo, um Guitar Grip (acessório já familiar de quem jogou GH: On Tour) e o Drum Grip, que encaixado na parte inferior do DS Lite, faz as vezes de Bateria. O guitar Grip serve para o baixo e para a Guitarra. Com uma interface nada amigável você escolhe o instrumento, a dificuldade e seu Rock Star. Nos parágrafos a seguir, explicarei como funcionam os instrumentos.

Encaixando o Guitar Grip na entrada para GBA do DS, e segurando o console como em Ninja Gaiden (aberto como um livro), as notas descem na tela "esquerda" e se aperta os botões do Guitar Grip, combinando com Palhetadas na tela de toque (sim, o bundle vem com uma stylus customizada como palheta). Simples, funcional... Mas MUITO doloroso. Antes do jogo começar, a tela recomenda que você encontre uma posição confortável para jogar e que dê um break de vez em quando... O problema é que depois de 15 minutos, TODAS as posições de jogo são dolorosas.

O Drum Grip funciona de maneira mais confortável, já que ele encaixa no DS Lite e substitui os botões frontais do console pelas cores. As notas descem na parte de cima e você as toca, sem mistério nenhum e é relativamente fácil. A parte dos vocais é só cantar e... Só.

Durante o jogo, tem dois ícones na tela de toque, um ativa a Star Power (que também pode ser ativada com o botão L) e um que é um minigame para aumentar a barra da Star Power. São cinco ou seis minigames, todos imbecis e que usam a stylus. A princípio parecem legais, mas se repetem com o tempo e quebram o ritmo de jogo.

Visualmente pode parecer bonito nas fotos... Só nas fotos, pq sinceramente, depois de um tempo, os gráficos do jogo parecem ser deprimentes e como você ficará mais de olho nas notas, nem notará isso. Mas é algo a ver e se considerar, sabemos que a capacidade do DS é BEM mais do que aquilo.

A trilha é bem morna, o problema do jogo é que as músicas são organizadas por ordem alfabética, e não por dificuldade. Não há setlists, você coloca três músicas seguidas e pronto, as toca. Não há nem o objetivo de se tornar uma lenda. Além do que, tocar Black Eyed Peas não está nas minhas prioridades, diabos, podiam ter deixado eles pro DJ Hero, sei lá.
Finalizando, Band Hero acerta em alguns pontos, mas deixa a desejar em muitos outros, se você quer uma experiência musical sólida no DS, tente Elite Beat Agents ou os dois Rock Band do portátil. Este aqui serve apenas como aperitivo.

Postado dia 05/07/11 por Kyo |

 

Super Mario Bros é um jogo atemporal, praticamente todas as pessoas que jogaram videogame um dia já o jogaram, desde o NES, passando pela compilação do SNES, até a recente recompilação do Wii. A análise de hoje, é do porte que o jogo recebeu no ano de 1999.

 

O jogo é um port direto do jogo original de 1985, que conta a história de Mario, que juntamente com seu irmão Luigi parte para resgatar a princesa Peach, que foi sequestrada pelo Bowser. Sim, amigos, é a mesma coisa de sempre, desde SMB até Super Mario Galaxy. Não, sério gente, não precisamos desenvolver muito nisso, é bem simples!

 

A jogabilidade se mantém intacta em sua essência, só que agora foi adicionado um mapa para cada mundo (mais ou menos como em Yoshi's Island, com progressão linear). Novos mundos (Baseados em Super Mario Bros 2/Lost Levels) e modos foram adicionados, aumentando a vida útil do jogo. Num se deve encontrar certos ítens na fase. Num outro modo, é necessário apostar uma corrida com um Boo durante a fase, sendo que tem que pular embaixo de switches para continuar o percurso (as fases não tem, inimigos e os abismos são cobertos). Admito que apesar de passar pouco tempo nesse modo, é bem diveritido. 

Visualmente se mantém intacto, porém como a resolução de tela do GBC é menor que a da TV comum, será necessário colocar para cima ou para baixo para ver alguns elementos do cenário. Outra coisa que foi levemente modificada, foi a lava é animada, enquanto que no original ela era estática. Acerca disso, continua igual ao jogo original.

Sonoramente continua igual, com ótimas músicas, mas um débil mental na nintendo achou que seria legal ter um pi... pi... pi... na tela dos mapas. Francamente. Os efeitos são ótimos, provando que o trabalho de Koji Kondo é marcante. 

Finalizando, salvo a resolução que torna as coisas meio chatas, Super Mario Bros Deluxe é uma boa pedida para seu game boy color, mas se tiver escolha, sinceramente, prefira Super Mario Land 2: 6 Golden Coins que é uma maravilha.

 

Postado dia 28/06/11 por Kyo |

Music Star: I Wanna be A PopStar (Nintendo DS)

Antes de mais nada, esse jogo é louvável por um motivo, é o primeiro jogo de Nintendo DS totalmente desenvolvido por Brasileiros, então apesar dos pesares, palmas para a produtora Overplay. Segundo, esse NÃO é um jogo direcionado ao público masculino, ele foi total e completamente pensado no público feminino de 8-14 anos. Então, a análise será focada nesse grupo em questão.

 

I Wanna Be a Popstar conta a história de uma menina que sonha em ser uma Popstar e forma uma banda junto com suas três amigas. Participando das diversas etapas de um concurso, elas viajam o mundo todo, inclusive o Brasil. História bobinha e rasa, mas de certa forma casa com a proposta do jogo.

 

A jogabilidade é funcional e focada quase que por completo na Stylus, pegando emprestado elementos de Guitar Hero e Elite Beat Agents, são três instrumentos diferentes, mais a dança. A dança e o teclado, são como em EBA, é só questão de Timing, com um Plus a mais na dança, que em alguns momentos, será necessário riscar a tela de toque numa determinada direção, ou dar um simples toque, como antes é necessário ficar ligado na música. 

 

 

Na guitarra e na bateria, a coisa lembra mais Guitar Hero, com a nota descendo pela tela e tendo que tocar o ponto certo. Na bateria é simples, ,basta tocar o ponto do instrumento no momento exato, já a guitarra é dividida em dois tipos de nota, pra se tocar é necessário pressionar um dos direcionais e ou tocar na nota quando ela passar no meio da guitarra (dedilhado) ou tocar na nota e arrastar na direção quando ela passar no meio da guitarra.

 

Há uma customização que garante pontos extras em determinados locais, as roupas podem ser compradas com o dinheiro ganho nas apresentações e treinos. Aliás, é necessário praticar com cada instrumento antes do show, o que já é digamos, estratégia pra alongar o jogo e se torna chato com o passar do tempo, seria até bom se fosse pratica com trechos da música, mas é ela TODA.

 

Outra coisa que o jogo também possui, é um estúdio de gravação, aonde você pode usar todo o seu desconjunto musical e criar uma música. 

 

Graficamente é até bonitinho, e inclusive mais bonito que a versão DS de Rock Revolution, estrelada por Gifs animados que parecem ter saído das mãos de um cartunista ruim... Ufa, acabaram de ouvir meu desabafo sobre Rock Revolution. Enfim, não é uma primazia gráfica, mas não é de se jogar fora, ao menos tudo funciona.

 

Nos sons reside o calcanhar de aquiles do jogo. Apesar de contar com músicas licenciadas, o jogo utiliza músicas sintetizadas, quase midis. Um dos poucos pontos positivos, é que as músicas estão num tom mais alto que a média dos jogos musicais (Em rock band, e band hero por exemplo, elas estão baixas). A seleção não é de todo ruim, mas fica mal olhando num geral. Apesar disso, estão bem executadas.

 

 

Finalizando, não é o jogo que eu recomendaria para você, mas cumpre seu papel de entreter por alguns minutos, caso queira algo mais sério, o DS tem opções melhores. E você pode deixar na mão daquela sua irmã/prima chata (exceto se você for como eu e ter ciúmes de alguém que não seja você tocar no seu DS sem sua permissão.)

Postado dia 25/06/11 por Gabriel Ferreira |

Balanço Final do principal evento sobre a indústria dos videogames no ano. Dividimos o podcast em 4 partes para facilitar quem se interessa por determinado assunto.

CONFERÊNCIA DA MICROSOFT
Integrantes
: Gabriel Ferreira (Fast), Master Gamer, FMS
Duração: 11minutos
Assunto
: E3 - Microsoft
Edição
: #12.1

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CONFERÊNCIA DA SONY
Integrantes
: Gabriel Ferreira (Fast), Master Gamer, FMS
Duração: 14minutos
Assunto
: E3 - Sony
Edição
: #12.2

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CONFERÊNCIA DA NINTENDO
Integrantes
: Gabriel Ferreira (Fast), Master Gamer, FMS
Duração: 29minutos
Assunto
: E3 - Nintendo
Edição
: #12.3

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OUTROS ASSUNTOS
Integrantes
: Gabriel Ferreira (Fast), Master Gamer, FMS
Duração: 15minutos
Assunto
: E3 - Nintendo
Edição
: #12.4

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Postado dia 23/06/11 por Kyo |

Primeiramente, vamos a uma pequena aula de história. Em 1990, chega o SNES no Japão, com o nome de Super Famicom, e no ano seguinte chega ao Ocidente com o nome que o mundo o conheceu. Entre os títulos de lançamento, Pilotwings (que era focado principalmente em mostrar os efeitos do Mode 7 e em fazer eu despencar para a morte em todas as partidas), F-Zero (Em que o importante era sobreviver e chegar primeiro e cantarolar aquelas músicas animais) e Super Mario World (Que modéstia a parte perdia as contas de quantas vezes apaguei o save só pra fazer as 96 partes em todos os slots). Tempos depois, a Rare tira leite de pedra do SNES, e faz Donkey Kong Country, que vendeu uma caralhada de cópias e ajudou a decidir a guerra dos 16-bit. E a Nintendo, maravilhada com os gráficos tridimensionais de DKC, pede e pressiona Miyamoto para que a sequência de Super Mario World siga o mesmo estilo gráfico. Não sei o quanto devem ter pressionado, mas deve ter sido tanto (que o Miyamoto desabafou sobre isso depois, inclusive menosprezando DKC, depois pedindo desculpas) que Miyamoto rodou a baiana e deve ter dito: "Fui eu que criei essa porra e vai ser como eu quero e quando eu quero!", e a Nintendo disse: "Uns sacos de dinheiro pra você usar só um pouquinho disso?" E Miyamoto se acalmou. Ah, e assim foi criado Yoshi's Island: Super Mario World 2

 

A história, ao invés de ser uma sequência de Super Mario World é um prequel, ou seja, se passa antes de todos os outros jogos de Mario (Não é preciso ser um expert e nem tentar entender os "roteiros" de Mario), mas enfim. Uma cegonha carrega dois bebês pelo oceano, mas o maligno MagiKoopa Kamek ataca a coruja e acaba raptando um dos bebês (Luigi) e o outro (Mario) acaba caindo num estranho lugar, a bela Yoshi's Island, mais especificamente em cima do Yoshi verde, e ele e seus amigos resolvem ajudar Mario a encontrar seu irmão e derrotar Kamek, saindo numa jornada épica por seis locais diferentes da ilha.

 

A jogabilidade é um primor, esqueça praticamente tudo que você aprendeu em SMW, aqui, ela é toda baseada no Yoshi. Ainda é possível engolir inimigos e atirá-los, mas aqui foi acrescentada a possibilidade de transformar esses inimigos em ovos e usá-los como projéteis. Basicamente, todos os comandos são intuitivos. Juntando isso com um level design inspirado e os objetivos para garantir o 100% das fases (Coletar as 20 Red Coins, 30 estrelas e 5 flores), temos aqui uma receita para passar o tempo (e não aquela coleta de itens absurda de DK64) com o jogo. Há também uns minigames, mas cá entre nós, eu os ignoro porque já me ocupo demais só com o jogo. Quando-se coleta a Estrela, Baby Mario fica invencível por um tempo e Yoshi vira um ovo. E sobre as estrelas, elas determinam o tempo que Baby Mario pode ficar solto sem ser capturado pelos servos de Kamek. Explicando melhor, quando Yoshi é atingido por um inimigo, Mario cai das costas dele, e fica flutuando numa bolha chorando, e começa uma contagem regressiva até que você consiga chegar ao Mario e salvá-lo.

 

Graficamente é um dos jogos mais bonitos do SNES, começando pela abertura que utiliza a mesma tecnologia de Donkey Kong Country, passando pelos cenários com cores vivas e parecendo ter saído das ilustrações de um livro infantil aos inimigos e personagens principais, como o jogo não tem o limite de tempo das fases, você para o jogo para admirar os cenários.

 

 

Sonoramente é muito competente e conta com boas músicas, Koji Kondo como sempre, se inspirou na hora de criar a trilha de Yoshi's Island. Combinando com a temática infantil dos cenários, as músicas complementam a ação de forma correta, não destoando em momento algum. Os sons estão muito bons também, e o choro de Mario irrita a beça.

 

 

Finalizando, Yoshi's Island é um grande jogo que surgiu no início do fim da vida do SNES, e sinceramente o último jogo do Mario que gostei (fora spin-offs como Kart e Tennis). O jogo mostra sua competência e marcou época, sendo um dos melhores do SNES, tanto que reapareceu no Game Boy Advance, ganhou uma sequência no DS (ótima também) e deve reaparecer no 3DS, ao menos segundo o presidente da Nintendo of America, que declarou tal fato na E3 2010. Com primor, leva nossa nota máxima.

 

A título de curiosidade, a data de lançamento Australiana da versão GBA do jogo coincide com o lançamento americano da versão de SNES, sendo 7 anos depois.

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