Blog do Master Gamer

Postado dia 02/03/12 por Master Gamer |

O ano de 1997 foi extremamente importante não apenas para Megaman X, mas para a franquia Megaman de uma forma geral. A série completara 10 anos de existência e para comemorar a Capcom lançou quase simultaneamente os dois títulos tidos como “mais ambiciosos” de toda a série, Megaman 8 e Megaman X4.

Megaman X4 foi o primeiro jogo da série a ser produzido por Keiji Inafune, o designer responsável por boa parte dos personagens na franquia.

Inafune sempre teve certa preferência por Zero, o parceiro misterioso de X e desde o início buscava uma forma de apontar os holofotes para o personagem, mas não tinha poder de decisão para isso. Como resultado, Zero acabou ocupando um papel bastante interessante na franquia, de modo que o jogador na pele de X se via como um novato no grupo dos Maverick Hunters e olhava para Zero como uma referência, um veterano, um ídolo.

Finalmente em Megaman X4 Inafune assumiu o papel de produtor e pode finalmente realizar suas ambições. Pela primeira vez Zero seria jogavel do início ao fim, acompanhado de um enredo relativamente complexo para os padrões da série, complexo o suficiente para enriquecer o personagem e fazê-lo compartilhar de uma vez por todas os holofotes com X.

Após a terceira derrota de Sigma, a fim de auxiliar os Maverick Hunters a Cain Labs tomou a iniciativa de criar um exercito de reploids conhecido como “Repliforce”. Alguns meses após sua criação a Cain Labs passou a questionar seus métodos, alegando que eram ineficazes e potencialmente perigosos. É em meio a essa tensão que Sky Lagoon, uma enorme cidade flutuante é atacada, caindo em outra cidade logo abaixo matando milhões de humanos e reploids. Como se a situação não pudesse piorar, Colonel, o segundo no comando da Repliforce é encontrado no local do desastre e embora negue a participação do exercito no incidente, mesmo sob o risco de toda a Repliforce ser marcada como um grupo de Mavericks, se recusa a abaixar as armas e comparecer ao QG para dar satisfação aos Hunters, o que acaba resultando em uma grande guerra.

Embora a premissa seja a mesma, o enredo é alterado significativamente de acordo com o personagem escolhido. O enredo de X foca mais a trama ao redor da Repliforce e o confronto com os Hunters, enquanto com Zero temos algumas pistas sobre seu passado e sua relação com Iris, a irmã de Colonel.

A jogabilidade central da franquia continua firme e forte em Megaman X4, com os diversos Power ups como E-tanks, W-tank e Heart-tanks espalhados pelas fases. X ainda conta com as tradicionais capsulas com partes de mais uma armadura criada por Dr. Light. A grande novidade é a jogabilidade diferenciada de Zero e seu sabre de luz. Ao invés de adquirir as habilidades dos chefes, Zero ganha novos ataques e habilidades levemente inspiradas nos mesmos, sempre focando o combate a curta distância ao contrario de X. Talvez para acomodar melhor os movimentos do preferido de Inafune, as físicas de X4 são extremamente bem trabalhadas, dando muito mais controle sobre o salto dos personagens e no caso de Zero, de seus ataques e combos. E falando em combos, dessa vez não são poucas as referências a Street Fighter com dois chefes usando e abusando de ataques como Hadouken e Flash Kick.

Quanto ao aspecto técnico, Megaman X4 é considerado por muitos como o grande pico da série. Ele conta com belas cutscenes animadas, personagens dublados ingame, alguns dos gráficos mais belos de sua geração e uma trilha sonora que embora fuja um pouco do “Rock and Roll” tradicional da franquia, também foi muito bem trabalhada.

Infelizmente para nós ocidentais, assim como muitos jogos da época, as musicas cantadas na abertura e na tela de créditos foram substituídas por temas instrumentais medianos, mas o grande desapontamento fica por conta da dublagem americana que é de baixíssima qualidade.

Conclusão:

Megaman X4 pega o melhor de todos os jogos anteriores e aprimora em quase todos os aspectos. X e Zero finalmente atingem um nível de igualdade, compartilhando os holofotes e adicionando um altíssimo fator replay ao jogo. Infelizmente a qualidade da dublagem foi perdida na localização ocidental, mas é um pequeno detalhe no meio de toda a riqueza do título. Um verdadeiro presente de aniversário para a franquia.

S

+Gráficos e Trilha Sonora impecáveis +Zero 100% jogavel +Polimento na física +Cutscenes em Anime
-As musicas cantadas do original japonês foram substituídas por musicas instrumentais medianas -A dublagem ocidental passa longe da qualidade da dublagem original
Megaman X4 (Playstation/Sega Saturn/PC)
Megaman X4 (Playstation/Sega Saturn/PC)
Megaman X4 (Playstation/Sega Saturn/PC)
Megaman X4 (Playstation/Sega Saturn/PC)
Megaman X4 (Playstation/Sega Saturn/PC)
Megaman X4 (Playstation/Sega Saturn/PC)
Megaman X4 (Playstation/Sega Saturn/PC)
Megaman X4 (Playstation/Sega Saturn/PC)
Megaman X4 (Playstation/Sega Saturn/PC)
Megaman X4 (Playstation/Sega Saturn/PC)
Megaman X4 (Playstation/Sega Saturn/PC)
Megaman X4 (Playstation/Sega Saturn/PC)
Postado dia 16/02/12 por Master Gamer |

Com o enorme sucesso do primeiro título da Saga futurista de Megaman, a Capcom logo decidiu fazer uma seqüência e embora Megaman X2 tenha ficado no meio de dois gigantes (respectivamente o título que introduziu X aos fans da série e o primeiro título onde Zero foi um personagem jogavel), ele não faz feio, mantendo o padrão de qualidade do game anterior e definindo novos padrões para a série.

Seis meses após o incidente do jogo anterior, X assume o comando dos Maverick Hunters e continua a luta contra a rebelião outrora liderada por Sigma. Após seguir um Maverick até uma fabrica de Reploids no estágio introdutório, X é encarregado de exterminar oito Líderes Maverick, como de costume, espalhados por um grande continente proximo ao Pólo Norte. Na ausência do seu antigo líder, a rebelião é controlada por três Mavericks poderosos que se autonomeiam os X-Hunters e estão de posse dos restos do Zero – com exceção do chip de controle, a “alma” do personagem, que se encontra nas mãos do Dr. Cain.

A jogabilidade não sofreu grandes alterações em relação ao game anterior. Como é tradição na franquia, após passar a fase inicial o jogador é levado a uma tela de seleção onde pode escolher entre oito chefes. Após derrotar dois deles, os X-Hunters começarão a surgir no mapa. Eles mudam aleatoriamente de estagio, ficando sempre escondidos em uma área secreta e não é necessário derrotá-los para terminar o jogo, embora ao fazê-lo os eventos finais mudem dramaticamente.

Novamente, X começa o game bem fraco e irá se fortalecendo a medida que o jogador coleta os diversos Power-ups escondidos pelas fases. A inclusão do dash como uma das habilidades padrões do personagem foi uma das mudanças chave que permaneceriam ao longo de toda a franquia, permitindo o jogador saltar com uma enorme variedade de angulos, algo útil não apenas para explorar áreas de difícil acesso no cenário, mas também para esquivar de projeteis e inimigos. Graças a essa adição a Capcom pôde elevar um pouco a dificuldade em relação ao título anterior, agradando aqueles que acharam X1 fácil em relação aos clássicos para NES.

Assim como no jogo anterior, cumprindo certas condições é possível adquirir uma habilidade cameo de Street Fighter, neste caso o ataque Flamming Shoryuken. Outras adições interessantes que se tornariam marcas na série são a motocicleta, que possui uma fase com um level design veloz dedicado a ela e a habilidade especial "Giga Crush" conseguida com o tronco da armadura, capaz de limpar a tela de quaisquer inimigos.

Na parte técnica, Megaman X2 não se distanciou muito do seu antecessor, mantendo um nível de qualidade semelhante tanto na sua trilha sonora quanto na parte gráfica, mesmo fazendo uso de um chip especial para renderizar vetores tridimensionais, o C4. Seu potencial só foi testado em três trechos do jogo, a introdução, um chefe intermediário e a batalha final.

Conclusão:

Megaman X2 mantém a qualidade do original, adicionando mais elementos para deixar a exploração das fases ainda mais rica, além de trazer um enredo levemente mais trabalhado. De forma geral a maior parte dos aprimoramentos foram bastante sutis, ainda sim, para muitos foi o suficiente para fazer dele um jogo mais desafiador e interessante que seu antecessor.

A

+Enredo envolvente +Mais desafiador que seu antecessor +Aprimoramentos diversos
-Pouco aproveitamento do Chip C4 -Por ser uma seqüência não impressionou tanto quanto o título anterior
Megaman X2 (SNES)
Megaman X2 (SNES)
Megaman X2 (SNES)
Megaman X2 (SNES)
Megaman X2 (SNES)
Megaman X2 (SNES)
Megaman X2 (SNES)
Postado dia 03/09/11 por Master Gamer |

Chegou até mim a existência de um relógio completamente único, feito especialmente para fans de Touhou.

Vocês podem conferir este gadget interessante no seguinte link: http://boxell.jp/clock/

O relógio exibe animações aleatórias da série, enquanto toca diversos remixes fantásticos, sincronizados com as batidas do relógio (bem, em sua maioria lol).

Como podem ver nessa versão miniatura, o relógio mostra o horário japonês, que por acaso é 12h adiantado em relação ao nosso fuso horário, logo podemos dizer que ele funciona perfeitamente para nós brasileiros ^^

Postado dia 17/05/11 por Master Gamer |

Bem, já faz algum tempo que eu venho me esforçando para arrumar algum tempo livre e criar algumas matérias originais, exclusivas para o Gamers Invaders, mas infelizmente quanto mais o tempo passa, menos tempo eu tenho para me dedicar ao site.

Atualmente, além de cursar Ciência da Computação, eu estou estudando na SAGA (School of Art, Game and Animation) e trabalhando com desenvolvimento de sistemas em COBOL.

Já adiantando, não, isso não é um adeus,  estou apenas dando satisfação do meu desaparecimento.

Obrigado pela atenção,

Master Gamer.

Postado dia 05/04/11 por Master Gamer |

Novamente, para tirar duvidas daqueles interessados em adquirir um Nintendo 3DS, abaixo as datas de lançamento disponíveis até o momento:

 

Jogos Já Lançados:

Asphalt 3D
Bust-a-Move Universe
Combat of Giants: Dinossaurs 3D
Face Raiders - incluso na memoria interna do 3DS
Ghost Recon: Shadow Wars
Lego Star Wars III: The Clone Wars
Madden NFL Footbal 3D
Nintendogs+cats
Pilotwings Resort
PES 2011 3D
Rayman 3D
RidgeRacer 3D
Samurai Warriors Chronicles
The Sims 3
Steel Diver 3D
Super Monkey Ball 3D
Super Street Fighter 4: 3D Edition

 

Lançamentos Futuros:

Tom Clancy's Splinter Cell 3D - 10 de Abril
Raving Rabbids: Travel in Time - Maio
Dead or Alive: Dimensions - 31 de Maio
Pac-Man & Galaga Dimensions - 7 de Junho
Cave Story 3D - 23 de Junho
Shin Megami Tensei: Devil Survivor Overclocked - 28 de Junho
Zelda Ocarina of Time 3D - Junho
Resident Evil The Mercenaries 3D - Junho
Kid Icarus: Uprising - Junho~Julho
Blazblue Continnum Shift II - 2011
Mario Kart 3D - 2011
Star Fox 64 3D - 2011
Resident Evil Revelations - 2012

Postado dia 03/04/11 por Master Gamer |

Notei que muitas pessoas estavam com duvida se título X havia sido anúnciado para o novo portátil da Nintendo ou quais títulos de peso foram anunciados para ele até o momento.

Assim, tomei a iniciativa de preparar uma lista especial com a maioria dos títulos confirmados até então:

 

Nintendo
Animal Crossing
Kid Icarus: Uprising
Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D
Pokémon (Temp Name)
Mario Kart
Super Mario 3DS
Nintendogs+cats
Paper Mario 3DS
PilotWings Resort
Star Fox 64 3D
Steel Diver

Sega

Sonic (temp name)
Super Monkey Ball 3D

Prope
Rodea the Sky Soldier (Nova série do Yuji Naka)

Squareenix
Chocobo Racing 3D
Dragon Quest (Temp Name)
Dragon Quest Heroes: Rocket Slime 3DS
Final Fantasy (Temp Name)
Kingdom Hearts 3D: Dream Drop Distance

Tecmo Koei
Dead or Alive Dimensions
Dinasty Warriors (Temp Name)
Ninja Gaiden (Temp Name)
Samurai Warriors Chronicles

THQ
de Blob 2
Saints Row: Drive-by

Ubisoft
(videos disponíveis no link acima)

Assassin's Creed: Lost Legacy
Driver Renegade
Hollywood 61 (Temp Name)
Tom Clancy's Ghost Recon
Tom Clancy's Splinter Cell 3D (Chaos Theory)

Activision
DJ Hero 3D

AQ Interactive
Cubic Ninja

Atlus
Entrian Odyssey (Temp Name)
Shin Megami Tensei (Temp Name)
Shin Megami Tensei: Persona (Temp Name)
Shin Megami Tensei: Devil Survivor Overclocked

Capcom
Resident Evil Revelations
Resident Evil The Mercenaries
Super Street Fighter 4 3D Edition
Street Fighter X Tekken (Rumor ou TBA)
Megaman Legends 3
Monster Hunter 3DS (Rumor a ser confirmado dia 6 de abril essa semana)
Nazo Waku Yakata
Professor Layton Vs Ace Attorney

EA Games
FIFA Soccer
Madden NFL 3D
The Sims 3

Konami+Hudson
Bomberman 3DS
Contra (Temp Name)
Kororimpa (Temp Name)
Metal Gear Solid
PES 2011 3D
Yu-Gi-Oh (Temp Name)

LEVEL-5
Fantasy Life
Inazuma Eleven 4
Professor Layton and the Mask of Miracle
Professor Layton Vs Ace Attorney
Time Travelers

Namco Bandai
Tales of the Abyss
Dragon Ball (Temp Name)
Gundam: The 3D Battle
One Piece: Unlimited Cruise SP
Pac-Man & Galaga Dimensions
Ridge Racer 3D
Super Robot (Temp Name)

Arc System Works
BlazBlue: Continuum Shift II

NIS America
Cave Story 3D

HVS
The Conduit 3DS

Blossomsoft
Eternal Eden 3DS

Team Meat
Super Meat Boy 3D

Postado dia 29/03/11 por Master Gamer |

Super Street Fighter 4: 3D Edition

O Nintendo 3DS finalmente foi lançado nas Américas no início dessa semana e já está disponível para compra em vários sites de comércio online.

Embora o portátil seja comercializado nos EUA por U$299,99, o que hoje seriam exatos R$414,05, graças aos nossos altos impostos, o portátil pode ser encontrado por preços que variam de R$750,00 a R$1400,00.

Eu pessoalmente recomendo a compra do portátil no site Mercado Livre, mas o comprador deve ficar atento as qualificações do vendedor e a cada um dos detalhes relacionados à negociação para evitar ser passado para trás, o que poderia resultar não só no não recebimento do produto, mas também no recebimento do mesmo vindo diretamente do exterior, tendo que pagar o dobro do valor planejado.

 

Ultimamente tenho tido mais tempo disponível, então esperem posts e matérias com maior freqüência.

Para ser mais preciso, dia 9 ou 10 de Abril deverei estar postando um vídeo de unboxing do Nintendo 3DS e dia 12 já teremos um Review completo sobre o novo Handheld da Nintendo.

 

Postado dia 22/02/11 por Master Gamer |

Nintendo, a soberana dos portáteis.

 The Second Best Thing in The Dark

No ano passado a Nintendo surpreendeu a todos com o anúncio do 3DS. O portátil não só era mais poderoso que qualquer outro existente no mercado até o momento, capaz de reproduzir a experiência de vários jogos até então exclusivos das plataformas HD, como possuía vários recursos peculiares, mas o mais importante, uma tela Widescreen capaz de exibir imagens em 3D sem a necessidade de qualquer periférico extra.

Somado ao hardware surpreendente do portátil, veio uma lista de jogos incrível com um apoio imenso das thirds. Pela primeira vez os jogos de destaque da plataforma não eram Mario, Zelda ou Metroid, jogos que com toda certeza virão em um futuro próximo, mas títulos como Resident Evil, Dead or Alive, Super Street Fighter 4, Kingdom Hearts, Metal Gear Solid, Megaman Legends 3 e vários outros.

Considerando o histórico de sucesso do seu antecessor, a Nintendo parecia ter ganhado a guerra antes mesmo da primeira batalha. Será mesmo?

Em primeiro lugar, a Nintendo nunca chegou a travar realmente uma guerra no ramo de portáteis. Suas plataformas eram tão bem boladas, e seus títulos frist party tão interessantes, que isso era o suficiente para chamar a atenção do consumidor. As grandes vendas de hardware chamavam a atenção de vários desenvolvedores e isso era suficiente para garantir o sucesso do portátil, sem dar muito espaço para concorrentes.

Dito isso, a Nintendo nunca utilizou o melhor hardware disponível no mercado em seus portáteis, sempre se tratou de estratégia e não força bruta. Mas na geração passada a Sony conseguiu, ao menos, desafiar o monopólio da Nintendo lançando um aparelho com hardware de ponta, design maduro e publicidade voltada para a parcela adulta dos Gamers e Geeks.

Alguns dizem que a Nintendo estava apenas blefando, mas a mesma de fato parecia não se importar com a participação da Sony no mercado. Ela estava de olho em outra empresa, que prometia se tornar uma ameaça maior do que a Sony jamais conseguiria ser, a Apple.

 Distribuição Digital

App Store

A Nintendo na geração passada, ao invés de competir pelo mesmo mercado da Sony e Microsoft, resolveu apelar para um público novo, com bastante potencial, mas que eram praticamente ignorados pelas grandes empresas, os jogadores casuais.

Esse público fez o Wii se tornar o console mais bem sucedido em sua geração, mesmo sendo o mais fraco em termos de hardware e sem possuir uma grande parcela dos títulos mais aclamados pelos jogadores dessa geração, além de ter feito o Nintendo DS estourar em vendas, se tornando um dos consoles mais vendidos na história dos games. Não é preciso ser um gênio para imaginar que várias empresas começariam buscar a atenção desse grupo de consumidores em potencial, mas são poucos aqueles que conseguiram enxergar as conseqüências disso.

A Apple na geração passada começou a construir uma nova perspectiva para sua linha handheld. Eles não seriam mais simples aparelhos multimídia, a partir daquele momento eles seriam também plataformas de games, mas focados apenas na distribuição digital.

A distribuição digital já estava no mercado de games há algum tempo, mas apenas nos consoles de mesa, onde não ameaçavam os títulos em mídia física pelas suas limitações. A partir desse momento, a distribuição digital passaria a fazer parte também do mercado de portáteis, a Sony lançaria os “PSP minis” em sua rede online e um portátil dedicado exclusivamente a distribuição digital, o PSPgo. A Nintendo por sua vez lançaria o DSi, uma versão melhorada do DS que possuiria como uma de suas qualidades, sua própria loja de títulos para download.

            Ainda que possuindo suas próprias redes de download, a Nintendo e a Sony possuem políticas muito rígidas de licenciamento e aprovação de títulos, o que limita os títulos lançados em suas plataformas. O mesmo não acontecia nos aparelhos da Apple que eram bem abertos aos desenvolvedores independentes, Angry Birds não teria sido possível sem essa abertura da Apple.

Do ponto de vista do consumidor, as lojas virtuais possibilitam uma forma de compra muito mais acessível e barata. Os jogos também são limitados em tamanho como nos consoles de mesa, mas para o público casual, isso é um mero detalhe. O público que a Nintendo tanto cultivou na geração passada não vê diferença entre Plants VS Zombies lançado via distribuição digital na Apple Store por $2,99 e a versão DS lançada em mídia física por $19,82, fora a diferença absurda de preço e o fato de que uma adolescente de 17 anos irá preferir andar com um iPhone no bolso ao invés de um Nintendo DS.

Como se a situação não estivesse complicada o suficiente, o lançamento do Android veio para piorar ainda mais o cenário. Ele permite que a estratégia de mercado da Apple seja utilizada em qualquer aparelho celular moderno.

 

Competindo pelo bolso do consumidor

             Em resumo, podemos dizer que nessa geração teremos a primeira grande guerra no mercado de handhelds, travada pelos aparelhos:

 

Nintendo 3DS

Nintendo 3DS

Como dito anteriormente ele conta com uma tela 3D e a maior biblioteca que um console já teve em seu lançamento, recheada de títulos incríveis e um apoio das thirds que a Nintendo não recebe há anos.

O portátil também conta com acelerômetros, giroscópio, uma câmera VGA apontada para o jogador e outras duas câmeras VGAs externas, microfone embutido e uma touch screen semelhante a do seu antecessor.

Diante da situação descrita nas outras partes da matéria, podemos dizer que a Nintendo está tentando fazer um grande apelo ao público hardcore, ao mesmo tempo em que tenta criar uma identidade forte para o seu portátil, de forma que os jogadores casuais “se interessem pelo Asphalt 3D vendido por $39,99 para 3DS, ao invés do Asphalt 5 HD vendido por $4,99 na loja online do Android”.

 

Sony NGP

Sony NGP

            Dia 27 de Janeiro a Sony se viu forçada a retirar o véu do sucessor do PSP, devido ao evento ocidental dedicado ao 3DS realizado no início do mesmo mês. Caso a empresa não se pronunciasse, ela correria o risco de ver seu público migrar para o 3DS ao invés de aguardar seu novo portátil. Talvez por causa dessa revelação precoce, pouquíssimos títulos foram anunciados junto da plataforma. O que enriquece o repertório da Sony, além das suas propriedades intelectuais como Uncharted, Little Big Planet e Resistence é a promessa de que Call of Duty, Metal Gear Solid virão para o portátil e trarão a mesma experiência encontrada em seu console de mesa, o Playstation 3. Existem inclusive planos para o lançamento de títulos multiplataforma entre os dois consoles com direito a compartilhamento de troféus, saves e outros recursos.

            O hardware do NGP é incrivelmente poderoso, conseguindo reproduzir a qualidade gráfica do PS3 em uma maravilhosa tela de oled, embora ele não seja realmente tão poderoso quanto o console de mesa. Ao mesmo tempo ele possui alguns recursos interessantes como GPS, suporte a tecnologia 3G, sensor de movimento, touch screen e um touch pad na parte inferior do portátil. Tudo bem que para um portátil, o NGP ficou ridiculamente grande, mas de fato a Sony está tentando fazer do mesmo algo mais do que um simples PSP melhorado.

 iOS

Apple iPhone 4

            Não tenho muito a acrescentar em relação à linha portátil da Apple. Ela possui uma estratégia de negócios excelente, conta com um repertório de desenvolvedores independentes bem forte, embora a distribuição digital no momento seja incapaz de permitir que títulos classificados pelos jogadores hardcore como “de peso”, “console seller” ou “AAA” sejam lançados para o mesmo. Os aparelhos da Apple ainda contam com um período de renovação mais curto. Enquanto o 3DS e o NGP só serão trocados dentro de cinco anos, em dois ou três poderemos ver um iPhone 5 com tela 3D e hardware superior ao do NGP.

 

Android

LG Optimus 3D

            O sistema operacional criado pelo Google permite que a estratégia comercial da Apple seja aplicada para, virtualmente, qualquer handheld moderno, seja um PDA ou um smartphone. Com o diferencial que o Android é completamente aberto, possuindo ainda menos limitações do que as encontradas pelos desenvolvedores para lançar seus softwares na App Store.

            O Android ainda conta com uma enorme vantagem, considerando que a cada dois anos um modelo de celular novo, superior a todos os outros no mercado, é lançado, a possibilidade de o Android ficar disponível em um hardware superior ao do NGP e ainda fazendo uso do recurso 3D implementado pelo 3DS é ainda maior. Para dar o toque final, a Sony ainda anunciou a Playstation Suite, uma rede de aplicativos para Android, teoricamente, exclusiva para os seus aparelhos, incluindo os celulares da Ericsson e o próprio NGP. Ao mesmo tempo em que ela dá ao NGP a possibilidade de participar desse mercado, ela também abre portas para que suas franquias acabem indo parar em outros aparelhos Android, incluindo aqueles fora da marca Playstation.

 

Futuro Incerto 

AR Card

            A batalha pela atenção do consumidor já começou. É muito cedo para dizer quem vencerá essa guerra, mas é possível prever para que lado o mercado caminhará nos próximos anos. Enquanto o Android e o iOS, não precisam se esforçar muito, apenas aguardar a expansão natural do mercado, a Nintendo e Sony terão que criar estratégias inovadoras para prender a atenção do seu público alvo.

            No momento a Sony está usando o poder do seu novo hardware para tentar o consumidor, vendendo a imagem de que o seu NGP é literalmente um PS3 portátil, mas já se sabe que ele não será top por muito tempo. A Sony ao invés de desenvolver sua própria CPU e GPU, usou um combo de chipset padrão comum em smartphones e tablets, dessa maneira, em dois anos já existirá no mercado tablets e smartphones com capacidades muito superiores as do NGP. Sabendo disso, a Sony parece estar estudando algumas saídas. A conectividade com o PS3, o touchpad, a Playstation Suite e as funções de GPS e 3G não parece se integrar como parte de um único plano, por esse motivo, podemos dizer, talvez, que cada um faz parte de uma aposta única da Sony para servir de escape durante possíveis complicações que o aparelho possa encontrar durante sua vida útil.

            No caso da Nintendo, quando o 3D deixar de ser uma novidade, ela provavelmente explorará o hardware balanceado do 3DS (baixo custo para o desenvolvedor e consumidor + experiência diferenciada) como fez em todas as gerações de portáteis. Os AR cards já são uma forma interessante de explorar as duas câmeras externas, inicialmente projetadas para tirar fotografias em 3D (provavelmente todos as novas cartas da sua série Pokémon Trading Card Game serão também AR cards), e ainda podemos aguardar grandes coisas do seu eShop e o uso inovador dos recursos de conectividade do aparelho. Caso a situação fique um pouco apertada, podemos esperar com toda certeza um novo modelo do 3DS, com alguns novos recursos para retomar a atenção do consumidor.

            Tudo isso são meras especulações, é claro. Iremos sentir os primeiros impactos dessa nova geração, assim que o 3DS for lançado, o que para nós será no dia 27 de março. Curiosamente, foi confirmado que o portátil terá entre as opções de idioma o nosso português brasileiro. Se isso significará um suporte maior ao mercado brasileiro, só o tempo dirá.

Postado dia 15/12/10 por Master Gamer |

Sonic and the Black Knight é o game mais recente da sub-franquia “Storybook Series”. Criada especificamente para o Wii, essa série spin-off tem como principal objetivo atingir o publico diversificado do console da Nintendo. A Sonic Team acredita que retratando obras literárias extremamente conhecidas é possível atingir o publico familiar (crianças e seus pais) sem ignorar os autênticos fans da série.

Sonic na Lenda Arthuriana

Desta vez, Sonic foi invocado por uma feiticeira de nome Merlina para ajudar em sua batalha contra o Rei Arthur que foi corrompido pela Bainha da Excalibur, que lhe foi presenteada por Nimue, a Dama do Lago, e tinha o poder de tornar seu usuário imortal.

O enredo, inicialmente, se desenvolve de forma um tanto genérica, Sonic se equipa com Caliburn, uma das espadas sagradas do reino e viaja por toda Camelot em busca dos Cavaleiros da Tavola Redonda. Ele deve coletar as espadas sagradas empunhada pelos guerreiros para selar a mágica da Bainha da Excalibur e derrotar o Rei Arthur e seu exercito do submundo de uma vez por todas. Mas as coisas não são exatamente como parecem, a Sonic Team se superou dessa vez com uma fantástica e inesperada reviravolta no enredo, com uma intensidade que não se via há muito tempo na série.

Gameplay

A engine é a PhysX da NVIDIA, exatamente a mesma de Sonic and Secret Rings. Mas dessa vez a Sonic Team foi ousada retirando vários elementos típicos da franquia, como anéis e molas, incluindo o tradicional level design ao estilo “montanha russa”, tudo isso dando lugar ao gameplay único e característico de Black Knight. Sonic agora é movido pelo analógico do Nunchuk e para atacar basta mover levemente o Wiiremote sem se preocupar com força, direção ou sentido. Outros movimentos como salto ou postura defensiva podem ser executados ao pressionar os botões A e Z respectivamente. O jogador ainda pode contar com um movimento especial que consome energia em um medidor na tela e possui resultados diferentes se usado no ar ou no solo, com a presença ou não de inimigos. Para utilizar o movimento basta pressionar B e então agitar o Wiiremote, o ataque utiliza um sistema de lock-on substituindo o antigo Homing Atack (que agora não causa mais dano aos inimigos). Existem varias maneiras de encher o medidor, fazendo combos, coletando vários anéis em seqüência, etc...

Na pratica, por causa da engine com movimentação limitada de Secret Rings e alguns comandos peculiares, a jogabilidade acabou não sendo tão funcional. A movimentação do personagem é muito restrita, alguns movimentos não são ensinados no tutorial do jogo ou não são ensinados com a clareza necessária e outros exigem uma combinação perigosa de botões, por exemplo, ao pressionar "A" o personagem irá saltar, ao pressionar "A" novamente, enquanto o personagem ainda está no ar, ele irá dar um impulso para frente ou um homing atack em um alvo, ao pressionar "A" pela terceira vez consecutiva o personagem cancela o pulo e da um impulso em direção ao chão sendo a causa de várias mortes acidentais e um grande gerador de frustração.

O jogador pode acumular “seguidores” que funcionam como a barra de experiência do seu predecessor, Sonic and Secret Rings, liberando novos ataques e habilidades, sem falar nos itens equipáveis que causam diferentes efeitos no personagem, aumentando a defesa, ataque, resistência ao congelamento, etc...
Mais para frente é possível escolher estilos de combate diferentes para o Sonic, cada um com seus próprios ataques e habilidades especificas dando ao jogador a opção de customizar o personagem voltando ele para força ou
velocidade. Ainda é possível forjar armas, mas estás só podem ser equipadas
pelos outros personagens que se tornarão jogáveis ao longo do enredo.

Áudio e Gráfico

Sonic and the Black Knight é um jogo belíssimo, um dos mais bonitos do console, a ponto de fazer sombra até em Mario Galaxy em alguns aspectos. A trilha sonora também é impecável, combinando o estilo Hard Rock da Saga Adventure com o estilo instrumental refinado dos clássicos, tudo com um leve toque celta para fazer jus à ambientação.

Na verdade a coisa vai muito além da simples qualidade, a aura artística do jogo, vista nos diálogos, musicas, modelos, artworks bidimensionais, seriedade do enredo, tudo isso remete a Saga Adventure, considerada pelos fans o auge da série no 3D, mas sem o estilo urbano que segundo vários fans puristas era o principal defeito na mesma.

Densidade

Os desenvolvedores realmente capricharam no fanservice, recheando o jogo de extras e atrativos para os fans, que vão desde galerias com artworks, musicas, vídeos (que incluem alguns vídeos demonstrando como derrotar chefes e passar por trechos difíceis, mas infelizmente sem ensinar como executar os movimentos em se) e até ilustrações feitas por fans de diversos países. O jogo ainda faz referências a jogos anteriores reutilizando temas famosos e fazendo menções a eventos de Sonic Adventure 2 em certos diálogos durante o enredo. Existem ainda alguns itens e missões especiais
que...bem, isso fica como surpresa.

Também temos um modo Multiplayer, se trata de um modo batalha com uma boa quantidade de personagens selecionáveis e certa variedade de modos de jogo. Os controles são os mesmos do Single Player, embora aqui eles não causem grande problemas ao jogador, os mapas pequenos e sem grande diversidade dificilmente capturarão a atenção dos jogadores por muito tempo.

Para finalizar é possível trocar os vários itens do jogo com amigos via Nintendo Wi-fi Connection (falta um item para poder forjar sua nova espada? Quem sabe um amigo tenha algumas unidades sobrando) e ainda fazer missões especificas e registrar seu desempenho em um Ranking Online, ainda é possível manter um Ranking Particular, apenas com seus amigos, perfeito para competições e torneios.

Conclusões

Sonic and The Black Knight é um bom jogo, possui gráficos incríveis para o Wii, resgata o estilo artístico e musical de jogos anteriores, além de toda personalidade que a série veio perdendo com o tempo. O enredo possui uma grande reviravolta, quebrando os paradigmas estabelecidos nos jogos mais recentes da série e é recheado de extras especificamente voltados para os fans da franquia. No entanto o jogo não é um “Sonic” por assim dizer, possuindo seu próprio estilo de level design e gameplay, sendo que esse ultimo sofre com controles mal planejados e pouco intuitivos, levando bastante tempo e experiência para o jogador finalmente dominá-los.

B

+Um dos jogos mais bonitos na plataforma +Trilha sonora agradável +Enredo surpreendente +Bastante “fanservice”
-Jogabilidade terrível, chega a tornar o jogo intragável para muitos jogadores -Multiplayer fraco
Sonic and the Black Knight
Sonic and the Black Knight
Sonic and the Black Knight
Sonic and the Black Knight
Sonic and the Black Knight
Sonic and the Black Knight
Sonic and the Black Knight
Sonic and the Black Knight
Sonic and the Black Knight
Sonic and the Black Knight
Sonic and the Black Knight
Sonic and the Black Knight
Sonic and the Black Knight
Sonic and the Black Knight
Sonic and the Black Knight
Sonic and the Black Knight
Sonic and the Black Knight
Sonic and the Black Knight
Sonic and the Black Knight
Sonic and the Black Knight
Sonic and the Black Knight
Sonic and the Black Knight
Sonic and the Black Knight
Sonic and the Black Knight
Sonic and the Black Knight
Sonic and the Black Knight
Sonic and the Black Knight
Sonic and the Black Knight
Sonic and the Black Knight
Sonic and the Black Knight
Postado dia 16/11/10 por Master Gamer |

Olá a todos e bem vindos ao Scrap Brain Zone.

 Aqui vocês encontrarão matérias, reviews, comentários aleatórios sobre o mercado de jogos e atualizações dos meus projetos em desenvolvimento.

Atualmente estou desenvolvendo três projetos, mas infelizmente ainda não posso dar maiores informações sobre os mesmos.

Não esperem postagens freqüentes, pois minha Frist Life anda muito movimentada ultimamente, mas sempre que surgir uma oportunidade, vocês verão uma atualização.

Bem, no mais, espero que curtam o blog!

Theme provided by Danang Probo Sayekti.