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Game Boy Advance

Postado dia 16/02/11 por [name] |

Dragon Ball é um anime popular, mas não popular do tipo Naruto, cujos fãs xiitas são tão chatos quanto os que criticam. É, anti-narutards, vocês são um saco também, poluindo fóruns, comunidades e a timeline do twitter! Então, peço encarecidamente a vocês, que vão lamber sabão. É, o xingamento seria bem mais ofensivo, mas o site é do Fast e vou ser mais brando. E aposto também que os anti-narutards são os mesmos que vivem idolatrando Evangelion, que junto com Death Note é um dos animes mais pé no saco que... Peraí, porque eu to falando de animes, quando o assunto aqui é Games? Pois bem, voltando ao início do parágrafo, Dragon Ball é um anime muito popular até hoje, tanto que está sendo exibido a versão HD de Dragon Ball Z (Dragon Ball Kai), e foram produzidos MUITOS JOGOS baseados na franquia de Akira Toriyama, muitos são caça-níqueis e cretinos, de gosto duvidoso, lançados para as mais diversas plataformas. A Atari, lançou para o Game Boy Advance, Dragon Ball Z: Legacy of Goku, RPG de ação simples, porém divertido e bem feito. Uma sequência, Legacy of Goku 2 (cobrindo até o torneio de Cell) foi lançada, e como ainda havia mais uma saga a ser coberta, um novo jogo teve que ser feito. Assim surgiu, Dragon Ball Z: Buu's Fury.

O jogo segue de Onde Legacy of Goku 2 parou, inclusive mostrando as cenas finais, de quando Goku se sacrificou para tentar matar Cell. Anos se passaram, e o mundo parece salvo de qualquer ameaça, porém, um antigo mal está para ressurgir, e durante um torneio de Artes Marciais, as coisas ficarão tensas e o inimigo se revelará. Enfim, a história do jogo é baseada na saga de Boo, aquela que você deve ter visto um milhão de vezes. Mas, para não se ater muito ao roteiro do anime, encaixaram alguns OVA's no roteiro do jogo para a jogatina não se basear tanto em deja vu's.

 

A jogabilidade é deveras simples. Com um botão, se faz os ataques e com outro a defesa. Utilizando-se de outro botão, pode se disparar raios de energia, kame-hame ha's e até transformar-se em super saiyajin com um toque de um botão. A função do botão B, pode ser trocada com um toque do L, o que torna a jogatina fácil e intuitiva. Os elementos de RPG do jogo são bem inseridos, embora os inimigos não sejam fortes, os que se utilizam de arma podem arrancar um bom naco, mas os itens de cura são bem distribuidos entre os pontos do jogo ou comprados nas lojas em algumas cidades.

 

Save points são distribuídos a rodo, em praticamente todos os mapas haverá um save point. A Navegação pelo mundo, se dá por uma espécie de Point Jumps, locais específicos de aonde se levanta vôo e o personagem navegará por um mapa mundi, aonde poderá encontrar locais com side-quests e submarinos/aeronaves com inimigos (o que rende um pouco de experiência extra.

 

Graficamente é agradável, embora o mapa mundi seja uma mistura de 2d com 3d confusa a beça. Os cenários são bem feitos e construídos, fielmente seguindo o estilo da série animada. Os personagens são bem animados, apesar de que as limitações nos movimentos durante as cenas (A luta entre Goku e Pikkun demonstra isso), lembra vagamente as limitações que enfrentei para fazer jogos no rpg maker (longa história), apesar de que isso dá todo um charme retrô ao jogo.

 

Apesar de não usar os temas da série (como os jogos de luta da Dimps e da Atari), o jogo tem melodias boas, embora nenhuma delas seja do tipo que você sairá assobiando por aí. Os efeitos sonoros são bons, complementam o jogo, mas não são nada demais.

 

Finalizando, Dragon Ball Z: Boo's Fury é o fim de uma ótima trilogia de RPG's de ação do Game Boy Advance, mostrando que basta um bom conceito e programadores competentes para se fazer algo bem feito baseado numa franquia de sucesso! O jogo tem uma grande duração, e com a quantidade de save points distribuidos, não será problemático continuar a sua jogatina. Ele leva Score A e o nosso selo "Mussum" de Qualidade.

Postado dia 09/02/11 por [name] |

Winning Eleven foi a evolução do International SuperStar Soccer do SNES, disso ninguém duvida. (Até mesmo uma das versões de Winning Eleven no Playstation foi denominada de International SuperStar Soccer) Na geração Playstation 1 e parte da Playstation 2, Winning Eleven superou FIFA no gosto dos boleiros virtuais, porque era mais prático e funcional que FIFA. Indo num outro ponto de início do review de hoje, até o PSP, portáteis não recebiam jogos de futebol com a mesma proporção e tamanho dos consoles maiores. (Há de se convir que jogar Pro Evolution Soccer num PSP é mais confortável do que num DS - Até porque eu tenho um DS (não ainda, mas vai vir) e o mapeamento dos botões de um psp é mais confortável pro Futiba) A Konami tentou uma manobra arriscada ao criar uma versão portátil no Game Boy Advance, e infelizmente ela ficou somente no Japão. Vamos a uma análise de Winning Eleven: World Soccer.

A apresentação do jogo em si é bem feita, lembrando as últimas versões de Winning Eleven que saíram para o Play 1, com os menus organizados de forma semelhante. Quem jogou o Winning Eleven 2002 (e seus inúmeros hacks de Campeonato Brasileiro, etcs, incluindo um de Captain Tsubasa) vai se sentir quase em casa, quase porque além do japonês, por conta das óbvias limitações do GBA, o modo de edição (uma das coisas que acho mais legais em WE) foi limado, mas de resto todos os modos estão lá (Alguns chatos irão sentir falta do All-Star Match, mas nem é importante), incluisive a Nata do Winning Eleven (Até a chegada do Become a Legend/Fantasista Mode), a Master League.

A jogabilidade é quase idêntica a versão de PS1, exceto pela quantidade de botões do GameBoy Advance. A pergunta é: Como mapear os botões de um jogo que utiliza seis para um controle de quatro botões? A Konami teve que suar a camisa e ser criativa para adaptar tudo ao pequeno notável da Nintendo. O botão de passe longo (o triangulo) foi pro espaço, mas ainda sobrava um botão. O que fazer? A Konami adaptou o botão de carrinho/cruzamento (o Círculo) em dois botões nos esquemas de ataque e defesa. Para atacar, pressionando rapidamente duas vezes o botão de toque se faz o cruzamento, é necessário um pequeno treino. Para defender, o botão do chute é usado como carrinho. De resto, continua a mesma coisa do PS1. A dificuldade foi sensivelmente diminuída, e é possível jogar a Master League decentemente com qualquer time. Alguns bugs são detectados, como um estranho que deixou o goleiro parado do lado da trave e não no meio, resultando em alguns gols bobos meus. Outro é quando o goleiro chuta a bola após fazer uma defesa, ele anda ATÉ O MEIO CAMPO. Sério, eu gravei isso em vídeo, caso queiram ver, ponham nos comentários, que subirei o vídeo para o YT.

Post Scriptum: O Bug foi encontrado apenas em amistosos, na Master League o bug não foi encontrado.

Graficamente o jogo é mediano, tentaram comprimir a versão de PS1 no GBA, a movimentação lembra as versões maiores, porém os jogadores são (obviamente) sem detalhes. Não há, por motivos óbvios, a escolha de câmeras. A velocidade do jogo é cadenciada e chega até a ser um pouco lenta.

Sonoramente é até agradável, não há muitos ruídos durante a partida, os toques de bola e quando se chega nas proximidades da grande área, a torcida faz uns barulhos, excitada. O Narrador é o mesmo dos consoles, com suas frases manjadas, ele dá um toque especial ao jogo. As poucas músicas (dos menús) são apenas complemento, agradam mas não são nada demais.

 

Finalizando, entre altos e baixos, Winning Eleven: World Soccer é um bom jogo de futebol, não sei quanto a FIFA no GBA, ainda não joguei. Bugs e línguas difíceis a parte, temos aqui algo que pelo menos dá para entreter até eu ter um Nintendo DS (o que não deve demorar), leva o nosso selo Prince, de qualidade.

Postado dia 25/01/11 por [name] |

Em 2001, ano em que o Nintendo 64 e o Gameboy Color já estavam nas últimas (Os sucessores Game Boy Advance e Game Cube estavam chegando), a Camelot (criadora da série Hot Shots no Playstation) lança para ambos os consoles, o jogo Mario Tennis (O de Nintendo 64 saiu no fim de 2000). Enquanto que no Nintendo 64, ele tinha uma pegada de Virtua Tennis (jogabilidade simples e sem firulas) e as maluquices proporcionadas pela franquia Mario. No GBC, ele é um jogo muito mais preciso do que diversos jogos de Tennis da Era 16 e 8bit. E continha uma pitada de RPG ao evoluir seus atributos, criar e nomear seu jogador e seu parceiro, além dos treinos que aumentavam o nível de seu tenista ou de seu parceiro. Quatro anos depois, o Game Boy Advanced já havia dominado o mundo, o DS e o PSP estavam engatinhando em termos de jogos, e a Camelot cria a sequência de Mario Tennis... Será que ela é melhor que seu antecessor? É o que veremos!

Vou dizendo logo que esse é uma sequência, mas com cara de remake, ele segue a mesma história do Mario Tennis de Game Boy Color, você, um novato na academia de Tennis (podendo ser um garoto ou uma garota) e galgar posições até disputar o Open Island, torneio cobiçado por todos os jovens tenistas da região, divididos em várias academias. E após vencer o torneio, uma grata surpresa o espera.

A jogabilidade não mudou muito em relação ao jogo do Game Boy Color, mas alterações sutis fizeram toda a diferença, primeiro, a duração dos jogos do Story Mode foi reduzida, sim, em prol da agilidade dos confrontos, o número de games diminuiu para 2, como nos Arcades e partidas de Virtua Tennis, e isso foi uma adição muito bem vinda, já que um dos defeitos de Mario Tennis do Game Boy Color era a extensa duração das partidas, não que isso fosse necessariamente ruim, mas tornava a jogatina maçante, enquanto em duas horas, jogava-se poucas partidas relativamente falando, aqui venci dois torneios de duplas. Algumas adições interessantes, foram os especiais, vindos da versão de consoles, embora os dos Tenistas comuns sejam genéricos de certa forma, os dos personagens da turma do Mario (selecionáveis nos modos amistoso e versus - via cable link) são bonitos de se ver, embora tenham sempre o mesmo efeito (uma rebatida difícil - R+B ou uma pancada com efeito R+A).

 

Os comandos são simples e precisos, Ambos os botões dão rebatidas diferentes (de esquerda ou direita), e apertando duas vezes o mesmo botão, obtém-se uma bola mais rápida. Apertando os botões alternadamente (A,B ou B,A), obtém-se efeitos, como a bola alta ou a bola curta (boa para pegar desprevinidos os adversários que jogam no fundo da quadra). Os minigames (Acessíveis após certa parte do jogo ser atingida) são criativos e envolvem diversas atividades, que são desculpas para um smashing button ou algo que não faz muito sentido, mas aumenta seus atributos. Também há alguns desafios mais relacionados ao tennis, que são até bons.

Graficamente é bem feito, considerando a tela do portátil, há um 3D honesto, bem trabalhado. As quadras são variadas, sendo que as mais bonitas ficam no Mushroom Kingdom (spoiler). Os cenários da área RPG são num 2D que lembra a série Pokémon, mas os cenários de Mario Tennis são mais bonitos, ao contraste dos mapas monótonos da série Pokémon. Para quem jogou o título portátil anterior, reconhecerá os cenários da academia e não tem como não abrir um sorriso ao vê-los tão bem feitos.

Sonoramente, não é ruim, as músicas são animadinhas, mas pessoalmente falando, ainda não vi uma trilha de Game Boy Advance que me empolgue pra valer. As vozes, mesmo sendo poucas, são boas, Charles Martinet, como sempre, destaque nas vozes de Mario, Luigi, Wario e Wailuigi.

Finalizando:

Apesar de ser mais do mesmo em relação ao anterior, Mario Tennis Power Tour evoluiu todos os aspectos bons do título anterior, e eliminou alguns dos aspectos ruins de seu excelente antecessor, ainda que sendo uma reciclagem da "história" do jogo anterior, oferece bom divertimento e um sistema de evolução mais amigável que o antecessor. Os pontos negativos não são motivos para diminuir a nota final de Mario Tennis.

 

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