É, nesse período de férias a produtividade está sendo grande, quase um review por dia. Pois bem, esse é o primeiro review de Arcade aqui no Gamers Invaders, de um... Shooter. Ah, mas Kyolino você já fez uma porrada de retro reviews de shooters. É, mas quem manda nos meus reviews sou eu e é assim que é! Pois bem, a Cave, dissidente da Toaplan que já citei inúmeras vezes em meus blogs (Blog do Kyo e New Old Players) colocou as regras dos Manic Shooters em 1996 com o excelente DonPachi. Em 1998 essa experiência Bullet Hell é ampliada e aperfeiçoada, e o que temos aqui é o jogo que analisaremos hoje, ESP Ra. De.

Em 2018, Tóquio chegou a sua máxima extensão, o que culminou num aumento de problemas como super população e criminalidade. Por essa razão, uma ilha artificial, nomeada Tóquio-2 (Oh, leis da conveniencia!), foi criada nas proximidades, graças ao suporte da misteriosa corporação "Yaksa", liderada pela bilionária Garra Ono, que remete a uma encarnação moderna da Yakuza, mas não foi provado. Outro sinal de instabilidade é o aumento do surgimento de humanos com percepção extrasensorial, os chamados ESPers (Ou perceptivos, numa tradução livre), que são constantemente caçados pela Policia Japonesa.

A própria Garra é uma perceptiva poderosa, o que ninguém sabe, e usou sua influencia sobre o governo e militares para substituir todos os seres vivos na cidade por clones perceptivos. E quando os seus planos começam a ser executados, três jovens ESPers, cada um com seus motivos, começa a agir para dar um fim a isso.
A história se passa em dezembro, durante um período de 24 horas: cada personagem tem um estágio específico que começa a sua storyline, e termina na última batalha, contra Garra.

Como se percebe, ESP Ra.De. tem uma história mais densa do que os shooters e até jogos normais em média, daria um enredo para um excelente RPG *corre pro RPG Maker*. E não é só nisso que o jogo se destaca. Há três botões de ação, o do tiro normal (A), que se pressionado e mantido, diminui a velocidade do movimento da "nave" (que é o personagem). O (B) dá uma espécie de ataque especial, que é fortalecido conforme se mata os inimigos, indo do nível 7 (inicial) até o 15 (final), pode ser usado uma vez, mas esse poder carrega após alguns segundos. O (C) é o escudo de defesa, ele é usado para anular os tiros adversários, mantendo pressionado, aumenta a área do escudo e quando liberado, transmite uma rajada de energia poderosa. Mas cuidado, já que ele faz uso de uma barra de energia que é limitada.

A dificuldade do jogo é altíssima, como padrão nos manic shooters da cave, há muitas balas e poucas vidas para se jogar. É preciso manobrar entre as balas e saber usar o escudo sabiamente. Slowdowns não existem aqui nem com varios elementos na tela ao mesmo tempo (só em mega explosões de mestres), então nem tem como pensar em espaços, os reflexos são tudo neste jogo.

Graficamente é espantoso. Durante muito tempo, a cave sempre usou hardware próprio para suas criações (só mais recentemente ela se rendeu a Placa da Taito), utilizando-se de gráficos tridimensionais, os personagens e inimigos são muito bem feitos, e os cenários contém muitos detalhes. Efeitos visuais como explosões, fogo e sangue são bastante competentes e os disparos inimigos e os dos personagens são variados na cor e formatos, alguns inclusive em formato de mão, remetendo ao tema psíquico do jogo.
A sonoridade do jogo é excelente, com boas melodias que combinam com a jogabilidade. Embora após a jogatina você não vá lembrar delas após o jogo, durante a jogatina, você percebe-se que foram muito bem executadas. As poucas vozes são bem executadas, embora não faça a diferença. Efeitos sonoros OK.
Tirando a dificuldade brutal, ESP Ra.De. é um excelente jogo, não é o meu favorito da Cave, mas é extremamente competente. Leva nota A e nosso selo "Bart Simpson" de qualidade.






















