Winning Eleven foi a evolução do International SuperStar Soccer do SNES, disso ninguém duvida. (Até mesmo uma das versões de Winning Eleven no Playstation foi denominada de International SuperStar Soccer) Na geração Playstation 1 e parte da Playstation 2, Winning Eleven superou FIFA no gosto dos boleiros virtuais, porque era mais prático e funcional que FIFA. Indo num outro ponto de início do review de hoje, até o PSP, portáteis não recebiam jogos de futebol com a mesma proporção e tamanho dos consoles maiores. (Há de se convir que jogar Pro Evolution Soccer num PSP é mais confortável do que num DS - Até porque eu tenho um DS (não ainda, mas vai vir) e o mapeamento dos botões de um psp é mais confortável pro Futiba) A Konami tentou uma manobra arriscada ao criar uma versão portátil no Game Boy Advance, e infelizmente ela ficou somente no Japão. Vamos a uma análise de Winning Eleven: World Soccer.

A apresentação do jogo em si é bem feita, lembrando as últimas versões de Winning Eleven que saíram para o Play 1, com os menus organizados de forma semelhante. Quem jogou o Winning Eleven 2002 (e seus inúmeros hacks de Campeonato Brasileiro, etcs, incluindo um de Captain Tsubasa) vai se sentir quase em casa, quase porque além do japonês, por conta das óbvias limitações do GBA, o modo de edição (uma das coisas que acho mais legais em WE) foi limado, mas de resto todos os modos estão lá (Alguns chatos irão sentir falta do All-Star Match, mas nem é importante), incluisive a Nata do Winning Eleven (Até a chegada do Become a Legend/Fantasista Mode), a Master League.
A jogabilidade é quase idêntica a versão de PS1, exceto pela quantidade de botões do GameBoy Advance. A pergunta é: Como mapear os botões de um jogo que utiliza seis para um controle de quatro botões? A Konami teve que suar a camisa e ser criativa para adaptar tudo ao pequeno notável da Nintendo. O botão de passe longo (o triangulo) foi pro espaço, mas ainda sobrava um botão. O que fazer? A Konami adaptou o botão de carrinho/cruzamento (o Círculo) em dois botões nos esquemas de ataque e defesa. Para atacar, pressionando rapidamente duas vezes o botão de toque se faz o cruzamento, é necessário um pequeno treino. Para defender, o botão do chute é usado como carrinho. De resto, continua a mesma coisa do PS1. A dificuldade foi sensivelmente diminuída, e é possível jogar a Master League decentemente com qualquer time. Alguns bugs são detectados, como um estranho que deixou o goleiro parado do lado da trave e não no meio, resultando em alguns gols bobos meus. Outro é quando o goleiro chuta a bola após fazer uma defesa, ele anda ATÉ O MEIO CAMPO. Sério, eu gravei isso em vídeo, caso queiram ver, ponham nos comentários, que subirei o vídeo para o YT.
Post Scriptum: O Bug foi encontrado apenas em amistosos, na Master League o bug não foi encontrado.
Graficamente o jogo é mediano, tentaram comprimir a versão de PS1 no GBA, a movimentação lembra as versões maiores, porém os jogadores são (obviamente) sem detalhes. Não há, por motivos óbvios, a escolha de câmeras. A velocidade do jogo é cadenciada e chega até a ser um pouco lenta.
Sonoramente é até agradável, não há muitos ruídos durante a partida, os toques de bola e quando se chega nas proximidades da grande área, a torcida faz uns barulhos, excitada. O Narrador é o mesmo dos consoles, com suas frases manjadas, ele dá um toque especial ao jogo. As poucas músicas (dos menús) são apenas complemento, agradam mas não são nada demais.
Finalizando, entre altos e baixos, Winning Eleven: World Soccer é um bom jogo de futebol, não sei quanto a FIFA no GBA, ainda não joguei. Bugs e línguas difíceis a parte, temos aqui algo que pelo menos dá para entreter até eu ter um Nintendo DS (o que não deve demorar), leva o nosso selo Prince, de qualidade.






















