Com o enorme sucesso do primeiro título da Saga futurista de Megaman, a Capcom logo decidiu fazer uma seqüência e embora Megaman X2 tenha ficado no meio de dois gigantes (respectivamente o título que introduziu X aos fans da série e o primeiro título onde Zero foi um personagem jogavel), ele não faz feio, mantendo o padrão de qualidade do game anterior e definindo novos padrões para a série.
Seis meses após o incidente do jogo anterior, X assume o comando dos Maverick Hunters e continua a luta contra a rebelião outrora liderada por Sigma. Após seguir um Maverick até uma fabrica de Reploids no estágio introdutório, X é encarregado de exterminar oito Líderes Maverick, como de costume, espalhados por um grande continente proximo ao Pólo Norte. Na ausência do seu antigo líder, a rebelião é controlada por três Mavericks poderosos que se autonomeiam os X-Hunters e estão de posse dos restos do Zero – com exceção do chip de controle, a “alma” do personagem, que se encontra nas mãos do Dr. Cain.
A jogabilidade não sofreu grandes alterações em relação ao game anterior. Como é tradição na franquia, após passar a fase inicial o jogador é levado a uma tela de seleção onde pode escolher entre oito chefes. Após derrotar dois deles, os X-Hunters começarão a surgir no mapa. Eles mudam aleatoriamente de estagio, ficando sempre escondidos em uma área secreta e não é necessário derrotá-los para terminar o jogo, embora ao fazê-lo os eventos finais mudem dramaticamente.
Novamente, X começa o game bem fraco e irá se fortalecendo a medida que o jogador coleta os diversos Power-ups escondidos pelas fases. A inclusão do dash como uma das habilidades padrões do personagem foi uma das mudanças chave que permaneceriam ao longo de toda a franquia, permitindo o jogador saltar com uma enorme variedade de angulos, algo útil não apenas para explorar áreas de difícil acesso no cenário, mas também para esquivar de projeteis e inimigos. Graças a essa adição a Capcom pôde elevar um pouco a dificuldade em relação ao título anterior, agradando aqueles que acharam X1 fácil em relação aos clássicos para NES.

Assim como no jogo anterior, cumprindo certas condições é possível adquirir uma habilidade cameo de Street Fighter, neste caso o ataque Flamming Shoryuken. Outras adições interessantes que se tornariam marcas na série são a motocicleta, que possui uma fase com um level design veloz dedicado a ela e a habilidade especial "Giga Crush" conseguida com o tronco da armadura, capaz de limpar a tela de quaisquer inimigos.
Na parte técnica, Megaman X2 não se distanciou muito do seu antecessor, mantendo um nível de qualidade semelhante tanto na sua trilha sonora quanto na parte gráfica, mesmo fazendo uso de um chip especial para renderizar vetores tridimensionais, o C4. Seu potencial só foi testado em três trechos do jogo, a introdução, um chefe intermediário e a batalha final.




Conclusão:
Megaman X2 mantém a qualidade do original, adicionando mais elementos para deixar a exploração das fases ainda mais rica, além de trazer um enredo levemente mais trabalhado. De forma geral a maior parte dos aprimoramentos foram bastante sutis, ainda sim, para muitos foi o suficiente para fazer dele um jogo mais desafiador e interessante que seu antecessor.





















