Megaman X3 (SNES)

Postado dia 21/02/12 por Gabriel Ferreira |

O ciclo do Super Nintendo estava chegando ao fim. A Capcom sabia que estava na hora de finalizar a trilogia de robô azul para o console de 16-bits com chave de ouro. Megaman X3 é considerado por muitos o ápice da série por conter todos os elementos dos jogos anteriores num nível extraordinário. Embora não seja tão revolucionário quanto o primeiro da série, também ficou para história. Não houve grandes mudanças na mecânica da jogabilidade, mas o grande esforço por parte dos produtores em tornar esse jogo memorável valeu a pena. 

Mesmo com a destruição de Sigma, alguns Mavericks continuam a causar problemas no mundo. Graças ao trabalho do reploid cientista Dr. Doppler essa ameaçou foi contida. No entanto, inexplicavelmente, alguns reploids voltaram a causar problemas atacando inclusive  a base dos Hunters. Agora, X  e Zero precisam deter esses robôs e descobrir o que está por trás dessa história.

A grande novidade de Megaman X3 é a presença de Zero como personagem jogável. O Maverick Hunter sempre foi badass da série X e, desde o primeiro jogo, todo mundo sempre quis jogar com ele. No Megaman X2, Zero estava um pouco destruído o que impediu a realização deste desejo. Ainda assim, a Capcom fez questão de mostrar como o reploid criado pelo Dr. Willy é foda. Um ano depois, o personagem mais amado da franquia finalmente se tornou controlável.

Você vai jogar com o Zero logo na primeira fase e vai se sentir mais poderoso do que nunca. A sensação para quem jogou Megaman X3 na década de 90 no Super Nintendo foi única. Além de possuir uma barra de energia completa desde o início, Zero possuí o Z-Saber que pode destruir praticamente tudo no jogo com apenas um hit.

Depois da primeira fase, você pode usar o Zero a qualquer hora. No entanto, o preço pode ser um pouco alto demais porque ele só tem uma vida. Morrer com o Zero significa perder ele até o final do jogo. O único ponto negativo é o fato de não poder usar o Zero nos chefões. O game automaticamente troca os personagens na hora de enfrentar um boss. 

O game continua com o mesmo formato introduzido em Megaman X. Uma fase introdutória, oito chefões e as quatro fases finais. Assim como no Megaman X2, após derrotar dois Mavericks, haverá um twist nas fases onde é possível enfrentar três subchefes. Dependendo da forma de como são derrotados, as fases finais serão diferentes. 

Uma pequena novidade introduzida no X3 são os Chips Upgrades. Além das quatro cápsulas da armadura para X, existem outras quatro que contêm melhorias, que aumentam o poder de um pedaço especifico da armadura. No entanto, só é possível pegar um chip por jogo.

Como não existiam DLCs em 1996, a Capcom colocou método secreto para conseguir todos os chips e uma armadura secreta. Além da possibilidade de conseguir Z-Saber para o X. Nada mais satisfatório do que conseguir uma armadura secreta e uma espada super poderosa.

A última novidade no gameplay de Megaman X3 é a introdução dos Mechs. Não é bem uma novidade, mas o sistema daqueles robôs gigantes que você pilotava nos jogos anteriores foi aperfeiçoado. Nada muito extraordinário, mas pilotar as Ride Armor, como são chamadas, é muito divertido.

Quanto aos gráficos, Não houve um grande avanço em relação ao Megaman X2. O game anterior já usava todo potencial do console da Nintendo graças ao Chip CX4, que permitia a reprodução de modelos 3D simples. Isso não significa que os gráficos sejam ruins. Na verdade, as fases são únicas e incrivelmente detalhadas. As animações dos personagens são fluídas e certos efeitos impressionam.

A dificuldade aumentou um pouco. Claro que o nível está bem abaixo daquele estabelecido em Megaman 2, mas dos três games da série X até então, esse é o mais difícil.
As fases finais, por exemplo, estão repletas de espinhos e buracos que matam de primeira. Apesar disso, o layout das fases não é apelativo e em nenhum momento chega a frustrar o jogador por exigir saltos acrobáticos impossíveis.

A exploração nas fases também foi ampliada e dificultada.  Os itens secretos estão muito bem escondidos. Por exemplo, em X2 é possível se deparar com dois ou três upgrades ao longo do game. Já em X3, a história é diferente. É preciso explorar as fases muito bem para encontrá-los.

Alguns meses depois do lançamento para Super Nintendo, Megaman X3 foi portado para Playstation e Saturn. As grandes novidades foram as cutscenes em anime e os efeitos sonoros melhorados. No entanto, a mídia considerou que só isso não foi suficiente para torná-lo um bom port. O game ainda foi lançado para PC em 1998 e recentemente para celulares em 2010. 

Megaman X3 é um game único e memorável. A possibilidade de jogar com Zero foi o grande twist que a série precisava para encerrar a trilogia no Super Nintendo. Existem diversos itens secretos em todas as fases, que aumentam e muito o fator replay. O design e a batalha  dos chefões são incríveis tornando a experiência ainda mais inesquecíveis. A trilha sonora mantém aquele nível característico da série. Enfim, Megaman X3 pode não ter sido tão revolucionário quando comparado ao Megaman X, mas certamente é game muito superior nos aspectos técnicos.

S

+ Jogar com Zero + Muitos upgrades
- Não poder jogar com Zero nos chefões.
Megaman X3 (SNES)
Megaman X3 (SNES)
Megaman X3 (SNES)
Megaman X3 (SNES)
Megaman X3 (SNES)
Megaman X3 (SNES)
Megaman X3 (SNES)
Megaman X3 (SNES)
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Megaman X3 (SNES)
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