Ninja Gaiden Shadow

Postado dia 22/03/11 por Kyo |

Ninja Gaiden, é uma franquia que é conhecida por sua extrema dificuldade, tanto nos jogos da trilogia clássica (NES, e compilação do SNES), quanto no Arcade ou nos jogos da era moderna, no Xbox/Xbox 360 e PS3. Nesse recanto de jogos, há um pouco lembrado, ou pelo menos não muito citado pelos fãs que só lembram "Trilogia clásica, Trilogia clásica, Trilogia clásica... (ad infinitum)", que é uma das versões portáteis da série (junto com Dragon Sword de DS e o Ninja Gaiden de Game Gear), falo de Ninja Gaiden Shadow, do Game Boy.

Ninja Gaiden Shadow teria sido originalmente um remake do primeiro Ninja Gaiden de NES, mas a desenvolvedora do jogo, Natsume (Hoje conhecida pela franquia Harvest Moon) decidiu por um enredo inédito. O jogo funciona como um prequel do primeiro Ninja Gaiden, situando-se 3 anos antes dos acontecimentos desse. O jogo conta a batalha de Ryu Hayabusa para salvar a cidade de Nova Iorque das garras do Imperador Garuda, que ameaça a cidade.

 

A mecânica de Ninja Gaiden shadow é uma versão reduzida e adaptada da mecânica original, devido as limitações do Game Boy (mais em relação a telas do que Hardware), o número de habilidades de Ryu foi diminuído (agora ele só tem a magia de fogo) e não pode grudar em paredes, mas pode se pendurar em certas plataformas, como em Ninja Gaiden 3: Ancient Ship of Doom e tem um gancho (Cima + Pulo) para chegar em plataformas mais altas (desde que estas permitam se pendurar), sendo que ele pode atacar enquanto o gancho o suspende.

 

O design de fases é bem feito, porém menos complexo e com MUITO MENOS abismo que os clássicos jogos de NES, e oferece menos armadilhas e inimigos lazarentos que estas versões. A dificuldade em Ninja Gaiden Shadow é vertiginosamente menor que nos jogos de NES, ao menos nas duas primeiras fases, para habituar o jogador às mecânicas do game, e depois da terceira fase, o desafio começa verdadeiramente, com certos inimigos posicionados estratégicamente para fazer você arrancar os cabelos e chefes com padrões de ataque mais inteligentes que uma lesma (os dois primeiros chefes por exemplo) e particularmente, a sequência de lasers antes do último mestre é algo de se xingar a mãe dos programadores, algo comum a cada 20 segundos nos jogos de NES e a forma demoníaca do Emperor Garuda é algo de se chorar pela mãe, a não ser que esteja com o sangue cheio, boas magias e o ataque de maneira certa como se não houvesse amanhã.

 

Como o primeiro game boy era monocromático, não posso dizer que os cenários sejam coloridos, não é? Mas ainda assim, são variados e a sequência em que Ryu tem que correr rápido, antes que o teto o esmague feito hamburguer é particularmente bem bacana e o cenário do castelo de Garuda é realmente bem detalhado, percebe-se isso quando estamos naquela sequência miserável de lasers que fez eu xingar a mãe de cada programador após zerar o jogo. Ryu é particularmente parecido com a versão de NES (exceto óbviamente pela cor), enquanto os inimigos estão igualmente interessantes, os chefes tem designs realmente criativos, uma das poucas coisas que senti falta aqui, foram das sempre bem arquitetadas cutscenes de Ninja Gaiden entre os estágios, aqui só temos as cenas na abertura do jogo e uma pequena no encerramento.

 

Sonoramente, é muito bom, as músicas são eletrizantes e passam um excelente clima para a ação. Sério, muitas delas são versões dos jogos de NES, mas com a diferença de hardware sonoro, elas soaram muito bem no Game Boy, o que é um alívio, já que as músicas ficaram medianas na compilação do SNES. 

 

 

Finalizando, Ninja Gaiden Shadow é uma ótima experiencia de jogo, que comprime num cartuchinho de game boy, toda a ação hardcore de Ninja Gaiden, e é um ótimo cartão de visitas para novatos, como poucos defeitos, deixo a curta duração do jogo (pouco mais de uma hora consecutiva), a quantia menor de fases (5 ao invés dos 6 do jogo original) e a falta das cutscenes. Então, Ninja Gaiden Shadow leva Score A e nosso selo Bart Simpson de qualidade.

P.s: comecei a escrever esse review após comer uma paçoquinha e tomar um suco de melancia no almoço.

A

+Jogabilidade, +Gráficos, +Sons
-Curta duração, -Falta de cutscenes
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