
A série KOF em se tratando de portáteis, sempre foi algo no mínimo medíocre. As versões 95, 96 e 97 lançadas pela Takara para o Game Boy, tinham uma jogabilidade boa, mas esbarrava nas limitações gráficas do Game Boy, o jogo era feio, por assim dizer. As versões R1 e R2 (correspondem aos KOF's 97 e 98), lançadas respectivamente pro Neo-Geo Pocket e Neo-Geo Pocket Color eram bonitas visualmente, mas sofriam com comandos travados, sendo inferiores jogativamente. Esses problemas em jogos de luta do NGP seriam sanados em Capcom Vs SNK, mas isso é história pra outro review. Com o advento da nova geração do Game Boy (O advance), a SNK (e posteriormente a Playmore), lança para o portátil da nintendo, o jogo KOF EX: Neo Blood, que é uma adaptação do KOF 99, com a inclusão de Geese e um roteiro tonto. O jogo não era de todo ruim, mas era aquém do esperado, como uma pedra bruta, ainda a ser dilapidada. No ano seguinte, em parceria com a Marvelous (A Atlus distribuiu no mercado americano, a Marvelous no europeu), lançou a sequência KOF EX2: Howling Blood, mas... será que valeu a pena?

O jogo é, se olhar de modo grosso, uma versão alterada de KOF 2000, sem a palhaçada da NESTS (Assim como em Neo Blood), sem clones e sem... Sem a Nests, como havia dito anteriormente. Um misterioso homem, injetou celulas de Goenitz num jovem chamado Sinobu Amou (Leitura Shinobu), afim de fazer aflorar o sangue Orochi e ressucitar Goenitz através de Shinobu. E como sempre, é necessario um tributo de sangue, e para isso, um novo King of Fighters é organizado. To quase preferindo as baboseiras da NESTS, sério.

A jogabilidade de KOF Ex2 num GBA pode ser meio estranha a princípio. Não que o jogo não funcione, é que fica estranho usar os botões de ombro pra lutar e apenas dois botões frontais, a despeito disso, funciona perfeitamente. Se você tem familiaridade com KOF nos consoles, não terá problema algum depois de se adaptar ao controle do GBA (se você tiver um Nintendo DS, facilita muito). Quanto aos personagens novos, vindo de Neo Blood temos Moe Habana, que continua no time do Kyo e sua jogabilidade continua inalterada do game anterior, e completando o time do Kyo, Reiji Okami, que dos personagens novos do GBA, é o melhor com seus golpes mais baseados em chute. No time de Iori, temos Jun Kagami e Miu Kurosaki (que não é parente do carinha de Bleach), as jogabilidades das duas são diferentes, uma se baseia em agarrões, a outra em projéteis e coisas de corvos ou algo do tipo. O outro personagem novo é o boss Sinobu. A dificuldade do jogo é de fácil para mediana, com um pouco de paciência e habilidade, chega-se ao fim do jogo sem dificuldades.

Apesar dos sprites datados de KOF (reciclaram muito desde 94 até a XI), o trabalho realizado ao compactar o jogo de KOF na tela do GBA, poderia ter saído algo do nível de GGXAE, em que ficou bem aquém do possível, mas a Playmore soube fazer bem seu trabalho. Os cenários são os mesmos de KOF 2000, com a adição do cenário do onibus e do cenário final. Todos estão bem feitos, reproduzindo com fidelidade o clima de KOF 2000. Uma coisa legal, dos KOF's mais antigos (até 98), é que o personagem derrotado permanecia na tela, e isso retorna aqui. O personagem derrotado fica caído ou cabisbaixo no cenário, o que as vezes dá uma bela screenshot.
A trilha sonora de KOF Ex2 ficou bem executada, em parte porque suas músicas são recicladas do KOF 2000, mas ainda assim, poderia ter sido perdido algo na transição para a versão portátil. As vozes, houveram algumas perdas de falas, nada demais, só os mais atentos notam. Efeitos sonoros estão todos ok.
Finalizando, KOF EX2 é (e olha que sou fanboy de guilty gear) um dos melhores jogos de luta 2d do game boy advance, senão o melhor, ainda não joguei os street fighters pra dizer isso. Mas com certeza é superior a versão Portátil de Guilty Gear lançada pro GBA, tanto grafica, quanto musicalmente. Jogabilidade precisa, gráficos bem adaptados e sonoridade boa... Viu, Arc System Works? Não é difícil produzir algo pro GBA... Chupa Losers!





















