Sempre que sai um filme, é quase tradição sair um jogo baseado nele, e há 10 anos a Electronic Arts é responsável pelos jogos dos filmes de Harry Potter (com exceção do Lego Harry Potter: Years 1-4, da Warner Bros/TT Games), e no ano passado, foi lançado o sétimo filme de Harry Potter, que será dividido em duas partes, a segunda estando prestes a ser lançada esse ano. E na cola dele, um jogo para os principais consoles. Veremos aqui se o jogo consegue empolgar tanto quanto o filme.

O jogo segue a premissa do filme que se baseia no livro, com modificações óbvias. Após a morte de Dumbledore nos eventos de Half-Blood Prince, Harry, Rony e Hermione resolvem sair atrás das horcruxes, os pedaços da alma de Voldemort. Dois já não existem mais, o diário de Riddle e o anel dos Gaunt. Então, cabe ao trio, sem nenhuma ajuda, achar os pedaços que faltam. E eles já não estão mais na segurança de Hogwarts e é hora de saber se o que eles aprenderam em Hogwarts, servirá para a vida fora da escola.
O jogo tenta ser de ação, logo na primeira sequência há um (dos poucos) momento rail shooter, aonde você deve tocar no oponente com a stylus para lançar feitiços nele, com a visão em primeira pessoa (similar a Time Crisis), porém não chega a ser muito empolgante. O jogo em si é um rpg de ação, ou quase isso. Você conta com um feitiço básico, e alguns de apoio pra determinadas questões, além do companheiro (podendo ser Ron ou Hermione) ter um feitiço próprio. O personagem se guia com a Stylus, como em Zelda: Spirit Tracks, Lego Harry Potter e Ninja Gaiden, andando normalmente com o toque próximo do personagem e correndo colocando longe. A esquiva é feita riscando a tela duas vezes na direção que se quer esquivar.

Apesar da movimentação do personagem ser realista (ele não se vira instantaneamente, mas demora no processo). Os feitiços auxiliares (e ítens, são acessados por um submenu), que apesar de serem práticos, são ao mesmo tempo confusos. O feitiço auxiliar é feito com uns cliques, mas há um atalho... Que aparentemente só é configurado para canhotos, pois está no botão X, mas a mão disponível está segurando a stylus, o que torna o atalho inútil para destros. O feitiço principal é feito com cliques no inimigo, tornando a partida um metralhar da stylus.

Para recuperação de energia, é necessário encontrar ingredientes pelo jogo (verificando mato, pedra e coisas interagíveis) e aí fazer a poção (com o select). Então, começa um minigame semelhante ao dos jogos anteriores. O jogo é de dificuldade mediana, com um ou dois pontos mais tensos, mas no geral é tranquilo,basta saber gerenciar os itens. A batalha mais difícil é contra o Riddle do medalhão, de resto é mais leve. O jogo também tem o defeito de terminar num momento anticlimax total, ao menos no DS, não passou emoção nenhuma.

Graficamente, no jogo possui modelos vistos de cima aceitáveis e até bem feitos, com cenários que realmente passam a sensação de não estar em Hogwarts. (e graças a deus aquela cena lamentável da dança foi tirada... Não minta, você TAMBÉM fez facepalm quando viu) Agora nas cutscenes... Ao invés de vídeos da versão maior, temos modelos poligonais feios e cenários mais ou menos. Sério, o DS tem capacidade de reproduzir vídeos bonitos, as cutscenes animadas de FF IV, abertura e cena inicial de Sonic Colors estão aí pra provar isso. Tudo bem que é um jogo baseado em filme com orçamento curto e prazo apertado, mas Half-Blood Prince no PS2 tinha cutscenes bacanas.
Tudo bem, respirem fundo... O jogo não tem dublagem, a trilha sonora, tem... Uma ou duas músicas , e os efeitos são uma porcaria. Sim, esse parágrafo foi bem curto porque não há muito o que falar.
Finalizando, Harry Potter and The Deathly Hallows Part 1: The Videogame é dispensável, não é bom, nem ruim, apenas um título feito nas coxas para arrendar algum dinheiro. Se quiser uma boa adaptação, espere por Lego Harry Potter: Years 5~7. É aquele negócio, vale se você for fã, pra apenas UMA jogada, todos os outros, dispensem e vão jogar algo mais interessante.





















