Antes de mais nada, esse jogo é louvável por um motivo, é o primeiro jogo de Nintendo DS totalmente desenvolvido por Brasileiros, então apesar dos pesares, palmas para a produtora Overplay. Segundo, esse NÃO é um jogo direcionado ao público masculino, ele foi total e completamente pensado no público feminino de 8-14 anos. Então, a análise será focada nesse grupo em questão.

I Wanna Be a Popstar conta a história de uma menina que sonha em ser uma Popstar e forma uma banda junto com suas três amigas. Participando das diversas etapas de um concurso, elas viajam o mundo todo, inclusive o Brasil. História bobinha e rasa, mas de certa forma casa com a proposta do jogo.
A jogabilidade é funcional e focada quase que por completo na Stylus, pegando emprestado elementos de Guitar Hero e Elite Beat Agents, são três instrumentos diferentes, mais a dança. A dança e o teclado, são como em EBA, é só questão de Timing, com um Plus a mais na dança, que em alguns momentos, será necessário riscar a tela de toque numa determinada direção, ou dar um simples toque, como antes é necessário ficar ligado na música.
Na guitarra e na bateria, a coisa lembra mais Guitar Hero, com a nota descendo pela tela e tendo que tocar o ponto certo. Na bateria é simples, ,basta tocar o ponto do instrumento no momento exato, já a guitarra é dividida em dois tipos de nota, pra se tocar é necessário pressionar um dos direcionais e ou tocar na nota quando ela passar no meio da guitarra (dedilhado) ou tocar na nota e arrastar na direção quando ela passar no meio da guitarra.

Há uma customização que garante pontos extras em determinados locais, as roupas podem ser compradas com o dinheiro ganho nas apresentações e treinos. Aliás, é necessário praticar com cada instrumento antes do show, o que já é digamos, estratégia pra alongar o jogo e se torna chato com o passar do tempo, seria até bom se fosse pratica com trechos da música, mas é ela TODA.
Outra coisa que o jogo também possui, é um estúdio de gravação, aonde você pode usar todo o seu desconjunto musical e criar uma música.

Graficamente é até bonitinho, e inclusive mais bonito que a versão DS de Rock Revolution, estrelada por Gifs animados que parecem ter saído das mãos de um cartunista ruim... Ufa, acabaram de ouvir meu desabafo sobre Rock Revolution. Enfim, não é uma primazia gráfica, mas não é de se jogar fora, ao menos tudo funciona.
Nos sons reside o calcanhar de aquiles do jogo. Apesar de contar com músicas licenciadas, o jogo utiliza músicas sintetizadas, quase midis. Um dos poucos pontos positivos, é que as músicas estão num tom mais alto que a média dos jogos musicais (Em rock band, e band hero por exemplo, elas estão baixas). A seleção não é de todo ruim, mas fica mal olhando num geral. Apesar disso, estão bem executadas.
Finalizando, não é o jogo que eu recomendaria para você, mas cumpre seu papel de entreter por alguns minutos, caso queira algo mais sério, o DS tem opções melhores. E você pode deixar na mão daquela sua irmã/prima chata (exceto se você for como eu e ter ciúmes de alguém que não seja você tocar no seu DS sem sua permissão.)





















